<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051</id><updated>2011-11-07T18:51:06.201-02:00</updated><category term='Escrever'/><category term='Contos e Crônicas'/><category term='Auto-Retrato'/><category term='Poesia'/><category term='Vasto Mundo'/><category term='Riso'/><category term='HaiKai'/><title type='text'>Sossegos de Bratusfac Mali</title><subtitle type='html'>"Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade" (Fernando Pessoa)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-3896565219497840329</id><published>2011-10-24T02:45:00.002-02:00</published><updated>2011-10-24T02:45:30.472-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>Mephisto</title><content type='html'>As vezes gostaria de reinventar minha atuação sobre o mundo, sobre minha própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consultei hoje uma pequena nota escrita em dezembro do ano passado, descrevendo alguns "grandes" objetivos para 2011. Uma sensação estranha surrupiou meu pensamento ao perceber que quase nada havia ali que houvesse realizado de fato. Não fiz mais exercícios nem comi mais salada. Li pouco, escrevi pouco. Alguma coisa relativa ao trabalho, no entanto, havia estado razoavelmente presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é coisa que me traga culpa - ao menos não em excesso - mas certamente me chama a atenção a independência dos fatos com respeito às nossas ações e às nossas vontades. Posso argumentar, contra isso, que se meus desejos fossem realmente verdadeiros, algo mais haveria me dedicado - mas não pertenço a essa categoria de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias penso em bobagens e em coisas grandiosas. Diariamente me perco na confusão estabelecida do que existe de verdade dentro do meu ser e dos meus quereres. Ainda hoje suporto conviver com a dúvida contínua e teimosa de que algumas coisas serão eternamente obscuras e outras devem ser descobertas, sem que jamais se saiba qual é qual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns meses treinando terapias descobri que por muito tempo vivi buscando ser uma espécie de herói. Em sonhos, inclusive, isso transparecia de maneira surpreendente. O herói representa não apenas a admiração vaidosa dos outros sobre habilidades minhas - ainda que não possa excluir essa parte. Ele representa o genuíno desejo de poder avançar um passo monumental e transformar alguma coisa tão pífia quanto uma ideia num complexo de decorrências que mudam: a nós mesmos, aos outros, às formas ao nosso redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vislumbre foi como um adeus torto ao desejo heroico, uma espécie de aceitação triste e libertadora de que sou pouco e muito menos do que sonharia ser e que isso não é, necessariamente, algo ruim. Mesmo porque sendo pouco, pouco há que se fazer. Respirar e viver, sem heroísmos, cuidar de si e do corpo, cultivar coisas simples e amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas resulta que nada disso pode ser feito sem heroísmo - e se o é, será tão pouco que a descoberta principal terá que ser refeita. Respirar para muitos é o caminho da iluminação. Viver é bem mais que sobreviver. Cuidar de si exige espiritualidade, uma dose assaz importante de sabedoria e força de vontade como poucos clichês dão conta de explicar. Cuidar do corpo, céus, com tanta literatura e exploração, como pode ser isso, ainda nos tempos atuais, tema tão esquisito em ser incorporado. Cultivar coisa simples: eis algo que não pode ser mais complexo. E amar, que dispensa comentários - é a flor derradeira desse amplo desabrochar&amp;nbsp;anti-heroico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de repente, não é apenas que as coisas heroicas tenham que sair das costas desse elefante dependurado. É apenas que as coisas que já são feitas sejam reconhecidas, de fato, como atos heroicos. Mas qual era a dificuldade de reconhecê-las antes? Por que não pude saber disso logo ao desconfiar que a busca errática era, em verdade, a a busca certeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade é que, aparentemente, todos estavam na mesma linha, na mesma busca, e o que eu queria era algo diferente. Achava que para ver mais era necessário ver diferente. Mas não sabia que tudo o que eu vejo é diferente do que qualquer um vê. Tudo o que sinto é meu e de mais ninguém, e ainda que o compartilhe, será apenas uma nesga de sensações transmitidas, que só ao outro, em momento particular, chegará - e ainda assim transformada às cores e intimidades que nunca me pertencerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeei por muitas leituras jornalísticas nos últimos meses, mas nenhuma delas me trouxe obsessão mais efusiva que as que se referiram à vida e à morte de Steve Jobs. Como se uma pequena luz se acendesse, uma breve campainha soasse, um ligeiro sussurro me empurrasse. É curioso como me é difícil admitir que eu gostaria de ser importante como Steve Jobs foi, não exatamente com relação ao tamanho de sua importância - que, admito, é extremamente mastodôntica - mas na forma como ele desenvolveu sua revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso uma análise muito profunda para descrever do que se trata essa "forma". Primeiro de tudo, o entusiasmo, ou melhor, o notável entusiasmo. Aquele tão bem dimensionado que se transforma em bom humor, em graça, em conexão com uma porção de gente. É o entusiasmo que convida os outros a quererem saber mais, a se sentirem parte daquela história também. É o entusiasmo que motiva a si mesmo num mar sem fim de tentativas, visões e buscas sendo encontradas. Entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a construção desse entusiasmo em forma de transmissão e expressão. Verdadeiramente não acho nada exagerado dizer que Steve foi um artista, nos moldes de um movimento artístico sem precedentes e que mistura tecnologia com design, pesquisa científica com usabilidade, simplicidade com horas de dedicação a cumprir com o simples. Não apenas Steve era didático e carismático em suas apresentações, em que se empolgava naturalmente, ainda que havendo ensaiado tudo aquilo - ele e sua equipe também conseguiram imprimir essa inspiração e essa educação nos computadores e dispositivos que construíram. Expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda uma outra coisa me acende a ansiedade ao observar a forma de revolucionar de Steve Jobs. É a sagacidade, essa suprema capacidade de acertar, esse irremediável conjunto de precisões que, entre todos os aspectos, torna-se para mim o mais difícil de compreender - e, portanto, seguir. O modelo de negócios da Apple põe por terra o conceito de que "o ótimo é inimigo do bom". Bom não existe. Só existe o ótimo. Ainda entre aqueles que não são fãs dos produtos da Apple, é realmente impressionante como os conceitos estão bem dispostos, como existe uma noção do todo, como as coisas se integram de uma tal maneira como se o budismo de Steve Jobs não fosse apenas uma parte da sua vida, mas toda ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nesse contexto que refleti sobre um herói que ainda quer chegar, que possui certo pedaço do meu espírito mole e inefável. A volta dessa sede que não teme ser insaciada, que vive de abrir grandes espaços e preenchê-los com algo que nos transforme. Sem saber o que, sem saber quando, sem saber como. Sabendo apenas que há algo importante, milagroso e sensacional. Algo que não explode milimetricamente, mas provoca hecatombes em construção, entusiasmo, conexão, expressão e abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao infinito. E amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Mephisto é o nome de um filme que acabei de ver e que foi o responsável por fazer-me sentar e escrever. Ainda que não tenha falado nada do filme diretamente, ideias que pulularam aqui vieram exclusivamente por uma linha de pensamento que tem seu início nas decorrências dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-3896565219497840329?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/3896565219497840329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/10/mephisto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3896565219497840329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3896565219497840329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/10/mephisto.html' title='Mephisto'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1793424222398976011</id><published>2011-08-20T14:12:00.001-03:00</published><updated>2011-08-25T14:29:18.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Calado</title><content type='html'>Tanta gente assiste&lt;br /&gt;E me calo&lt;br /&gt;Tanta gente ouvindo&lt;br /&gt;e me kafko&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1793424222398976011?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1793424222398976011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/08/calado.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1793424222398976011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1793424222398976011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/08/calado.html' title='Calado'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-9149162771960523710</id><published>2011-05-09T02:11:00.001-03:00</published><updated>2011-05-09T02:11:25.922-03:00</updated><title type='text'>O Caminho</title><content type='html'>Quisera um texto de puras entrelinhas. Permeado de caminhos e trilhas e sequências, sem sedimento, sem consistência exata. Sem mesmo pensar em doçuras ou na beleza. Quisera um texto de silêncios, constituído de palavras caladas, carente de mistérios e revelando-os. Quisera uma distância perfeita e suficiente, uma luz de verdade em voz manifestada, nem sorridente nem tristonha, meditação profunda e calma e vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera um mergulho nesse nada eloquente, essa história mundana que me fez chorar e nunca me traduz. Quisera um passado inexistente, um carpe diem perfeito, anoitecendo o dia que endiabrou a noite anterior. Quisera o resto fosse sempre, sem saída e só em nós, em todo o resto. Esse convite do maestro nas redondezas esfaceladas do que interpreto. Está tudo lá, esteve tudo ali, por aqui mesmo onde não poderia deixar de estar. Esse sono sereno que desperta mais que adormece, saindo de dentro o conteúdo mudo e poderoso, som de crateras que nos somam e nos guiam sem dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a vida desse instante em sua todice. Pouco posso em detalhe, mas da alma tudo escapa, nada sobra que seja sobra, nada canta que não seja canto, nada reina que não seja ela mesma. Os pedaços é que nos são, os pedaços é que nos vão. O ensaio desse ir, já completo e derradeiro, simplesmente costumeiro, tão ali pra ser só visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi tudo sem julgamento, ah céus, eu juro que vi tudo sem julgamento, na pureza adequada desse fluir sem controle. Eu achava que a consciência exagerava e tornava longínqua minha coragem, mas não é a consciência, mil vezes não é a consciência. É o controle que não se pode, a ansiedade de ser mais do que ser, de estar além do estar, ali nas entrelinhas desse caminho sensível, repleto, soprano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música, vejam a música, vejam como pode, como é. A música não quer terminar, nem quer só seguir. A música toca e toca e sopra e provoca. E é nela acontecendo que está o mistério, e é nela passando que está a revelação, o sentido, a graça, o sussurro do mundo. A música não nasce pra acabar, mesmo que acabe depois, mesmo que haja um instante final, ela não está ali pra isso, não só pra isso. Ela existe e enquanto existe é que busca, e enquanto caminha é que nos diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho não está para o que virá, o caminho será sempre o que virá, mesmo pedra, mesmo morte, mesmo nada. Nessa emoção sincera e limpa, a consciência se desprende da necessidade para tornar-se apenas consciência, sem nada por trás, serena parceira de nossos eus, encaixada nas próprias entrelinhas, as que quisera eu dar início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente o mistério pode ser desvelado sem ser revelado, mostrado sem ser desvendado, visto e reconhecido sem estar frustrado. A sabedoria do agir em comunhão com o meditar, troca possível e iluminada do pensamento e do sentir, em ondas, aqui, agora, nesse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a primeira vez na minha vida que uma descoberta me acalma mais do que me angustia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-9149162771960523710?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/9149162771960523710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/05/o-caminho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/9149162771960523710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/9149162771960523710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/05/o-caminho.html' title='O Caminho'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6730080539366729242</id><published>2011-03-13T01:26:00.000-03:00</published><updated>2011-03-13T01:26:31.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>A Tentativa de um Ontem</title><content type='html'>(&lt;i&gt;Há outro tempo atrás&lt;/i&gt;)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A cada cansaço que segue, um descanso menor. A cada esperança de sempre, uma dúvida talvez. A cada pessoa que sim, oitenta que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou verdadeiramente exausto. Verdadeiramente exaurido. O vazio de hoje é um vazio que não corrompe, nem cega, nem alimenta o espírito. É um vazio cansado de um cansaço oco. Agora não apenas por dentro, mas igualmente por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus dias não me abastecem. As minhas bobagens não retroalimentam o espírito. Meu silêncio nada me revela – e é chegada a hora em que isso pouco importa. Ignoro as razões e também ignoro seus efeitos, a não ser pelo incômodo explícito que meu corpo exaspera. Doem-me as juntas e o pescoço e me dói meditar. Dói-me concentrar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar com as pessoas se tornou um fado. É sempre um esforço, um peso tentar agradá-las, esconder minhas opiniões ou as delas mesmas, anuviar tranquilizantes, estuprar as razões e levar o jogo sólido das convicções ao limite do suportável. Eu tento. Ah, como tento e soletro minha paciência irritadiça, meu esgotamento nervoso que se esvai nas agonias de minhas nádegas e dos empecilhos de continuar. Tento agarrar uma alma sensível, uma alma que entenda e que com isso faça algo. Mas encontro sempre distância. Uma longínqua e horizontal distância, invisível aos meus próprios olhos, trasvestidos dessa pouca verdade que caminha ao meu lado já há tantos aparentes tempos. Eu tento seguir caminhando e vou conseguindo, quando de repente noto uma nesga, uma dúvida, uma quebra. É que dói perceber a falta de sentido, a desordem e a incapacidade. É que cansa doer. E cansa, sobretudo, errar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar que me falta aos pulmões é o mesmo que me falta ao cérebro. Desdenho da minha dor não a sentindo, permitindo um sincero sorriso e um fôlego fugaz disfarçado de profundo. Às vezes parece que se pudesse desistir, desistiria. Mas não posso. Simplesmente não posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais dúvidas tenho, menos as desejo sanar. Substituo a força da curiosidade pela esmagadora pressão do tédio. Não é que queira desgraças, mas o que faço não se parece em nada com o que quem sou pede que se faça. Tenho me traído, aos meus mais singelos ideais e sonhos, esquecido e importunado pelas sensações, também falsas. Se desejasse morrer, nem isso seria verdade. Tudo é fuga, e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superficialmente, posso dizer que gostaria de sentir novamente as coisas. Mas não estou disposto, de fato, a buscar nada que me aproxime disso. Artificialmente, talvez. Mas minha alma parece apenas obedecer algumas pequenas ordens que o corpo domina, sem ouvir crescimento algum. Só há carne em meu espírito e só há revelação fora de mim. Minhas descobertas essenciais não apenas cessaram: elas confundem as redescobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se o mais profundo de mim estivesse em decomposição, carcomido pelos vermes em movimentos invisíveis, alimento da podridão e do cheiro que atrai os abutres, sórdida companhia dos restos que, sendo restos, ainda guardam uma história e uma revelação do que fui. Sigo putrefato e bêbado de minha doença, seco de meus anseios. Sem êxtase, sem glória, sem dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje, escrevendo, tento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6730080539366729242?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6730080539366729242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/03/tentativa-de-um-ontem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6730080539366729242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6730080539366729242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/03/tentativa-de-um-ontem.html' title='A Tentativa de um Ontem'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-4018291986605815004</id><published>2011-03-13T01:19:00.001-03:00</published><updated>2011-03-13T02:20:36.198-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Foto de Últimos Movimentos</title><content type='html'>(&lt;i&gt;Há algum tempo atrás&lt;/i&gt;)&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;É sempre assim. Parar para pensar. E sentir. E desse sentir, sentir mais. Sentir mais para saber-se, para ir-se adentro. No meio disso tudo, escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever pra mim sempre foi sinônimo de perceber meu funcionamento. Costumava pensar que escrever era bom porque me fazia ver coisas com mais profundidade, mais clareza, mais criatividade. Agora me parece que o que realmente me chama a escrever é criar a percepção. “Perceber é conceber, águas de pensamento”. Paz. Quando escrevo, simultâneo a esse momento, os pensamentos sentimentos. Caminhando ao lado, mas dentro, o que tenho para criar. Escrever, o que tem de bom, é criar. Não é só ver o que há. É haver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos meses mexeram de maneira radical na minha maneira de escrever. Espero que não de forma definitiva, seria um desastre imperdoável. Estou reduzido a expressões diretas e claras sobre tudo. Linear, prosaico. Até pra ler a coisa anda complicada. Não me vêm nada de grandioso nem quando leio Clarice. Nem sequer a dor de não entender. Nem sequer aquela angústia de “que está acontecendo comigo?”. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha revolta é cada vez mais passiva, um pouco porque já consigo compreender mais as desvirtudes, outro pouco porque me cansei. A gente tenta tanto falar e mostrar um mundo mais bonito e legal, mas é tanta teimosia e desprezo que naturalmente a disposição vai chegando aos pés e não ao céu. E com as pessoas distantes e mais velhas é pior: você não as toca, nunca. Elas contêm a alguns milímetros da pele o tal vidro tênue do Pessoa, muito menos nobre. O Pessoa devia ter um cristal. As pessoas em geral têm um vidro mesmo, pesado e transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida toda me esforcei por ser uma grande pessoa. Houve variações em que significava ser grande, mas a ideia era sempre pensar mais alto, sentir mais alto, fazer mais, poder diferente. No fundo, era criar o que eu queria. Queria inventar mais coisas, queria ser mais livre. Usava o amor e pseudo amor como escusa, às vezes funcionava muito bem. A angústia e a dor são incrivelmente criativas. A agonia de estar só, o peso da solidão, a marca do desentendimento do mundo, tudo isso é muito base pra quem quer falar outra coisa. Onde há mistério e insolução, há novidade. Um problema sem solução não é problema. Mas é material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou muito calmo, absurdamente calmo. Não sei qual meu papel no mundo, como nunca soube, mas agora parece que entendi que meu papel no mundo é nenhum. A gente fica brincando de existir, mas o que raios é isso? Nada, é respirar dia após dia, enquanto vê coisas bonitas, divertidas, tristes, escrotas, e ver dias passarem com muito movimento. Mas o que têm nas coisas? O que querem que a gente faça? Por que é tão importante viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo viver, sim. Quando vejo Beatles eu amo viver, quando eu choro no ombro de um amigo eu amo viver. Existem vários momentos que valem a pena viver, mas se eu deixo de viver esses momentos por alguns dias, por algumas semanas, então viver já parece passivo de ser desprezível. Gosto muito de viver aqui, de ver as coisas bonitas daqui, mas eu não choro. Eu não doo. Eu não gargalho. É tudo muito normal, as pessoas são normais, todas lindas, muitas delas maravilhosas. É divertido, mas não é de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão que sinto nesses dias é de um tipo novíssimo. Porque ela não tem nada de angústia associada. É um solidão de querer estar só, de não valer a pena não estar só. A única coisa que sobra é estar só. Meus admiradores atuais me admiram por conquistas práticas, por algum dinheiro que tenho, por algum sucesso que tive. Mas não há competição, não há corrida. Onde, meu Deus, onde aquela busca brava? Onde a destreza, a leveza, o carinho? Que queremos, meu santo Pai, que queremos? Eu quero chorar, eu quero chorar até me despedaçar de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero cantar e gritar, mas em ressonância, em uníssono. Eu quero chorar as lágrimas dos outros, eu quero que os outros chorem as minhas lágrimas. Eu quero ser o mundo, não como participante, mas como ele. Eu quero dizer poesia, muita poesia, e quero que as pessoas saibam o que eu to dizendo. Quero que elas entendam que isso é válido e bom. Quero conquistar assim, subjetivamente, poucamente. Sentir prazer por sentir sentimento, sentir cócegas no coração por dizer uma frase e ver o olhar compreendido de alguém que captou. Quero chorar, quero sentir cócegas no coração de tanto chorar. Quero sentir saudades e mais saudades, saudades que me façam quase morrer de saudades e viciantes a ponto de pedir por mais saudades. Eu quero chorar. Quero estar nervoso e louco, embolado nas minhas andanças, pensando nelas enquanto ando, chorando nelas enquanto penso, maravilhado e triste de caminhar pensando só no que podia ser. No amor que não senti, na causa pela qual não lutei. Quero esse trauma, quero essa carroça de madeira podre, toda linda e tradicional, guiada por esse cavalo sábio que Vasudeva sabe domar como ao rio. O ir. E acompanhar-me a mim perdoando-me de não ter feito nada, e sentar na minha choradeira cachoeirísticaRessurreição. Com o silêncio do fogo, ressurreição. Com suavidade nula, rasgo. Profundo. De nada. Morte aos reis, morte aos líderes, morte a todos eles. Vida vida vida. Vida que, meu Deus? Vida que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse calabouço de mentira – nem sequer nos põem um mundo fechado de verdade, nem sequer posso sofrer de verdade, porque tudo está disponível para a salvação, que depende só de mim – vem dele mesmo isso tudo. Vem dessa arte estéril e forte, nada vacilante, esse estar num mundo tão perfeitamente idiota e adequado. Digam o que queira, eu só quero chorar. E não me deixam chorar, não me permitem chorar. Todo esse conforto inevitável, há algo mais terrível que conforto inevitável? Há algo mais desastroso que não ter algo de verdade triste porque chorar? Há algo mais pesado e complexo que ter pranto e não ter causa? Devia ser proibido chorar sem causa, devia sempre que alguém quisesse chorar que acontecesse um desastre esplêndido. Me ameaçaram de matar, meu Deus, me ameaçaram e disseram que eu ia morrer. E nem isso foi verdadeiro, foi tolo e inútil. Não serviu nem pra me preocupar, como máximo pra imaginar que deveria fazer. Será que eu posso mais que a vida? Será que um dia meu abraço vai comover outra vez? Será que um amor forte e incrível surja dos chãos de cima e me tasque no peito um relâmpago de incêndios? Quem explode, meu Deus? Quem pode de verdade explodir? Onde estão as explosões não políticas? Onde estão as explosões humanas, verdadeiramente humanas? Porque elas sim são explosões, elas podem mudar as coisas. Só queria chorar pra poder mudar as coisas, pra poder não sofrer. Só quero sofrer em paz pra depois não sofrer mais. Chorar é pra não chorar. Não é como rir, que é pra continuar rindo. Tem que ter uma maneira de mudar, de ser mais, de entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa paz é terrível, essa bandeira branca das 7 as 5 é uma maldade. A pressão que se faz, toda meio falsa, meio sem sentido. Eu quero salvar vidas, eu quero chorar pra não sofrer e pra salvar vidas, chorar pra mudar a vida que está morrendo e sentir que vale a pena viver. Quero saber todos os dias que vale a pena viver, que vale. Que se disponham a morrer para isso, que seja algo lindo, que seja algo estonteantemente lindo, algo que só de ver sai lágrimas dos olhos. Ele sai lágrimas. Eu doo e ele sai lágrimas. Não, por favor, não esperem mil anos pra mudar, mudem agora, mudem já, façam algo. Faça algo eu. Onde está tu, eu? Onde estás? Por que não paras de mentir, se é impossível mentir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre soube, sim, sempre soube que no objetivo escrito das coisas era melhor não falar tudo. Digam dinheiro, digam produtividade, digam viver melhor. Não é nada disso, céus, não nunca é nada disso. Tudo é só relacionar-se consigo mesmo e com os outros. Tudo é só amizades e amores, não tem nada além disso. Tudo é amor próprio-impróprio, tudo mesmo. Ninguém se move por dinheiro, nem por poder, isso é a mentira mais bem inventada do universo. Não há nenhum problema em mover-se por dinheiro a não ser o fato de que isso não existe. E quem segue esse tipo de coisa faz algo equivalente ao que uma barata faz em voar: nada. Ela não sabe que voa, ou ela sabe, mas já esqueceu. O tempo todo ela sabe e esqueceu, tão imediatamente, tão épsilonamente. É isso: eu busco o dinheiro por outra coisa, e me esqueci. Desde sempre esqueci. No início de tudo, já havia esquecido. Já lá era esqueci. Não era não tem, era esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos covardes, mas sejamos covardes falsos. A verdadeira covardia, tão pobre, é como uma sopa de pedaços de banana em água velha. É um espírito velho, não antigo, velho. Com rugas. A covardia é um espírito com rugas, sem dentes, e que usa óculos. Ela não é triste, ela é uma merda. E não é como o frio, ela existe de fato. Ela não é o contrário de nada, ela é ela mesma. Como o Adam Sandler que perdeu filhas e esposa e fala aos pais da esposa que eles têm um ao outro. Covardia falsa pura, de uma beleza que faz chorar. Eu chorei quando ele disse isso. É disso que se trata: ser covarde mas arrebatar, fazer uso dela para mostrar uma verdade, pra revelar e mudar. Essa cena é o que se pudesse dizer, diria. Sem esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz uns 40 minutos que to tentando chorar e apesar de que já consegui algumas lágrimas, sinto que não tem explosão. Sinto que não tem desespero. Essa é uma das merdas de aprender coisas, você não pode se libertar delas facilmente. Quando não se aprendeu ainda se pode simplesmente não saber o que fazer, e comover-se. A emoção interna, sem domo, fluindo como a água que sabe onde tem que ir. A água, quando se vê outra água e a toca, junta com ela pra ser mais água. Quem disse que não é assim com todas as outras coisas? Que tem de diferente afinal, microscopicamente falando? Tudo é isso, nuvens. Quero chorar porque chorar é transformar-me em água, e quero que os outros chorem pra que eu seja mais água. Quero chorar para salvar-me do choro, para mudar, pra poder parar de chorar e para ser mais água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-4018291986605815004?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/4018291986605815004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/03/foto-de-ultimos-movimentos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4018291986605815004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4018291986605815004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2011/03/foto-de-ultimos-movimentos.html' title='Foto de Últimos Movimentos'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5334971967164256356</id><published>2010-12-30T20:30:00.003-02:00</published><updated>2011-03-13T01:43:34.700-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>La Luna</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/TSeUwMaDULI/AAAAAAAABOs/PdwiVKyaDm8/s1600/IMG_0381.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/TSeUwMaDULI/AAAAAAAABOs/PdwiVKyaDm8/s200/IMG_0381.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Bratusfac&lt;br /&gt;encontra&lt;br /&gt;sossego&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5334971967164256356?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5334971967164256356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/12/la-luna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-3417170104281863714</id><published>2010-12-27T15:23:00.001-02:00</published><updated>2010-12-27T15:27:29.037-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Rua Itapeva, 500 e poucos</title><content type='html'>A arte não ama os covardes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-3417170104281863714?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/3417170104281863714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/12/rua-itapeva-500-e-poucos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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type='text'>Olhos desvendados</title><content type='html'>Depois&lt;br /&gt;que as coisas&lt;br /&gt;já foram&lt;br /&gt;inventadas&lt;br /&gt;só o redescobrir&lt;br /&gt;gera&lt;br /&gt;amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-627761850710357883?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/627761850710357883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/11/olhos-desvendados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/627761850710357883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/627761850710357883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/11/olhos-desvendados.html' title='Olhos desvendados'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-2905705167128739852</id><published>2010-09-03T00:15:00.000-03:00</published><updated>2010-09-03T00:15:14.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Com interesses, amigo</title><content type='html'>Faz tempo que não te entendo. Ou seja, que não me entendo ao ver tua passagem. E como se esconde no excesso de alegria, e como suporta não ser outra coisa mais que você mesmo, além de só você. Faz tempo que não me sinto eu enquanto gosto do que você gosta e coloco em transparência minha desarmonia despercebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vi que sou diferente, e é terrível. Porque já sei o que não sou e o que sou ainda falta - e não há nada que indique, nem ao menos sutilmente, que o saberei um dia. Meu riso é sobre outras falas, meu choro é sobre mim mesmo. Seu riso é sobre o universo, seu choro não existe. Você é puro descaso a quem tenta lutar por qualquer coisa, porque você não luta por nada. Você já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginava sim que sua atuação fosse superior à minha, mas por falta de preparo. A meditação e a vida me fariam chegar mais perto de você. Hoje não escrevo, sei pouco de tudo, luto por quase nada - por mediocridade e não por metas alcançadas - e minha pequenez se estende no dorso sussurrando um carinho doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caminho, sigo. Não sobrevivo, vou. Me pergunto onde estão os espíritos, onde caminha essa doçura da alma do mundo, onde a química da lucidez se esqueceu de ser tranquila. Nos passos escuros, uma descida, cem palavras simultâneas, um amigo que me humilha e um eu que o aceita. Nada disso pode estar certo, é realmente impossível que qualquer pensamento faça sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é inútil. Todo o pensamento, todo o faz de conta, toda a esperança. É um disfarce de prisão soterrando minha alma, afastando toda a sombra da verdade de minha percepção. Ambiguidades, possibilidades, erraticidades, equívocos, acertos em desvio. Somo tudo e não sobra nem uma gota de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, meu caro, segue aprendendo tudo, segue conhecendo e lembrando e selecionando a melhor parte num lapso mínimo de síntese. Reduz ao óbvio conclusões profundas, satiriza o imoral e convive com a existência como se ela fosse completamente cheia de significados. Mas não avisa nada, não nos conta nada. Seu convite é um silêncio factual, um fingir que isso não há, preenchendo cada milésimo de segundo com os conteúdos de uma e de várias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque dói tanto viver, mas mais intrigante que esse desconhecer é a ignorância quanto ao conteúdo que sabemos sem poder ter consciência de seu mecanismo. De onde vêm meus pensamentos de querer querer, querer que queiram e desejar que não o posso querer? De onde vêm quaisquer pensamentos? O que esse falso sóbrio contato comigo quer dizer, além de confundir-me em bombas de não-seis? Por que você sabe tão bem coisas de que não sabe como sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha casa não é minha, porque nasci em corpo de outrem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-2905705167128739852?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/2905705167128739852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/09/com-interesses-amigo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2905705167128739852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2905705167128739852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/09/com-interesses-amigo.html' title='Com interesses, amigo'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5267323696081023131</id><published>2010-07-08T14:59:00.000-03:00</published><updated>2010-07-08T14:59:19.641-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HaiKai'/><title type='text'>Muito</title><content type='html'>A alegria&lt;br /&gt;do tamanho&lt;br /&gt;da tristeza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5267323696081023131?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5267323696081023131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/07/muito.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5267323696081023131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5267323696081023131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/07/muito.html' title='Muito'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5090163322360142507</id><published>2010-06-11T00:53:00.002-03:00</published><updated>2010-06-11T22:50:33.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Gordo. Sensível</title><content type='html'>Dentro de um taxi, Buenos Aires. O frio surdo entrecruzando as ruas mortas de silêncio. Escuro, ruídos finos. Saltos do sapato ecoando nos mais de dezessete metros ao redor. Certo ar de satisfação e introspecção. A lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dia simples. Saía do almoxarifado em busca de descanso. No banho, um primeiro desejo reprimido. Vestindo a roupa, um segundo desejo reprimido. Telefone. Rua Loredal Manifesto, 832, basta tocar no 4° andar. Aqui te esperamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campainha. Sou eu. Espera que eu desço pra te buscar. Ok. Carros. Frio. Elevador. Olá, tudo bem? Tremendo. Já já você vai esquentar. Olhar malicioso, talvez excitante. Pode entrar aqui, se quiser ir no banheiro sinta-se à vontade. Tudo bem. Em alguns minutinhos o pessoal entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a Ana. Gostou dela? Gostei sim, pode chamar? Oi, tudo bem? Tudo sim, to com um pouco de frio. Fica tranquilo, isso passa. É, meio nervoso, coisas de quem está perdido. Se preocupa não, pode relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tira não, fica um pouco aqui. Você tá quente. 35 anos, era tudo o que precisava. Olhos cansados, vividos, sofridos. Alguns filhos, talvez 3. Olhos azuis, olhos com rugas de charme. Perfume barato, mas coerente. Roupa delicada, olhos profundos, mais que a alma. Saia curta, cheiro feminino, o toque da pele, o roçar do rosto nas costas, leve longo devagar. Com olhos fechados, o ambiente em odores, as unhas crescendo, os corpos se misturando, o prazer se liquidificando. Troca. Gosto assim. Sorriso contido em olhos fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora. Enquanto olha no olho aquele azul longínquo. O cheiro se espalha, mais. Cesariana, aí soube que tinha filhos. Seios e outra cicatriz. Partes desenhadas e partes frouxas. E entrega. Mistura. Um beijo suave, com medo, de ambos. Um abraço fraterno, em amor de momento, de soslaio. Corpos, muitos, desmembrados, contorcidos, revirados, soltos, azeitados. Nenhuma palavra. Olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos. Em oferenda, em entendimento. Pernas preparadas, braços em comando. Violência permitida. Deleite. Aconchego. Quantos anos tem, quantos filhos e por que. Psicologia. Não fica à noite, mas nesse dia por causa do frio acabou ali. Vai-e-vem. Mãos e peito. Telefone? Vem outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de um taxi, Buenos Aires. Um gordo dirige, apenas as costas. Ocupa mais do que o banco se propõe aguentar e precisa arredar as nádegas para passar as marchas. Grande. Cabelos compridos, grisalhos, barba-cinco-dias. Uma fresta pelo retrovisor, pedaços dos olhos. Do banco de trás um cheiro insuportável de cachimbo e outras porcarias. Carro triste, de uma tristeza angustiante. Manifesto Loredano, 328, por favor. Silêncio e caminho. Rádio tocando música, volume quase imperceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 minutos. Julieta. &lt;i&gt;Si quieres un poco de mi me deberías esperar y caminar a paso lento muy lento&lt;/i&gt;. Volume um pouco mais alto. A angústia muda de cor. &lt;i&gt;Se delicado y espera dame tiempo para darte todo lo que tengo&lt;/i&gt;. Voz gorda acompanhando, em sintonia perfeita, em volume baixo. Música não interrompida. Voz baixa.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Se delicado y espera dame tiempo para darte todo lo que tengo&lt;/i&gt;. Quinta marcha.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Se delicado y espera dame tiempo para darte todo lo que tengo.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Voz gorda rouca, suave, melancólica. A música predomina.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Se delicado y espera dame tiempo para darte todo lo que tengo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto é? Silêncio. Aponta o valor. Pesos. Vrum. Parado. Elevador. Cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoxarifado. Bom dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5090163322360142507?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5090163322360142507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/06/gordo-e-sensivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5090163322360142507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5090163322360142507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/06/gordo-e-sensivel.html' title='Gordo. Sensível'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-7298997139531483084</id><published>2010-05-24T03:34:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T03:37:02.224-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrever'/><title type='text'>Dorian Gray</title><content type='html'>A arte não tem qualquer influência sobre a ação. É estéril, em sua soberba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito me alegra que você jamais tenha realizado qualquer coisa, que jamais tenha esculpido uma estátua, pintado um quadro, produzido qualquer coisa exterior a você mesmo! Sua arte é a própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez jamais pareçamos tão à vontade quanto nas vezes em que temos que fazer uma encenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de nós, Basil, todos temos céu e inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está louco, Dorian, ou então está encenando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insinceridade é assim tão terrível? Creio que não. É um simples método por que podemos multiplicar nossas personalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre algo de ridículo nas emoções de quem já não se ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo de permanecer jovem é jamais sentir qualquer emoção inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo por que tanto gostamos de pensar bem dos outros é que todos nós temos medo de nós mesmos. A base do otimismo é puro terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...os únicos artistas pessoalmente agradáveis são maus artistas. Os bons artistas existem apenas no que fazem e, por conseguinte, são absolutamente desinteressantes no que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas gostam muito de dar o que elas mesmas precisam muito. É o que eu chamo de profundezas da generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...são as personalidades, e não os princípios, que movem as épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma honra arruinar-se por causa da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando amamos, sempre, no início, enganamos a nós mesmos; e, no fim, terminamos por enganar os outros. É isso a que o mundo chama de romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em arte, como na política, nossos avós estão sempre errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superficiais são as pessoas que amam só uma vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens se casam porque estão cansados e as mulheres, por curiosidade. Os dois se decepcionam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-7298997139531483084?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/7298997139531483084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/dorian-gray.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7298997139531483084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7298997139531483084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/dorian-gray.html' title='Dorian Gray'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-4989248006177203384</id><published>2010-05-13T19:04:00.002-03:00</published><updated>2010-05-14T15:35:03.605-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Ziza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;—¡Rayos! Otra vez lluvia – dijo Alberto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ziza acostumbraba deambular por las tres dimensiones del cuarto sin darse cuenta del porvenir. Un día se cayó y al mirar a su alrededor, se vio completamente rodeada de un líquido extraño y bastante mojada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Era común mojarse, la humedad del cuarto era constante. Pero cuando esta vez se mojó, notó colores y olores muy curiosos, muy cercanos. No podía moverse con facilidad, pero no se sentía mal por eso. Disfrutaba el calor mojado y se entorpecía con el líquido sin fin que la cercaba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Con un poco de esfuerzo, logró que algunas partes específicas de su cuerpo, al moverse, le diesen a ella capacidad de ir adonde quería. Y empezó su viaje, ahora más atenta de lo que encontraba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Primero avistó un enorme cubo naranja, pero de distintos tonos a lo largo de su extensión. El cubo flotaba y olía a caliente. Tenía en algunos puntos pedazos de hojas verdes, también mojadas. Pero Ziza no se detuvo ahí mucho tiempo, porque detrás de ella estaba una pieza de color beige, muy simple y un poco más grande, pero con una forma mucho más irregular. Posiblemente ya había visto de lejos algo similar. Así de cerca, jamás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Siguió nadando. Se topó con algo duro e inmenso, de poco espesor, que estaba pegado con otra cosa más suave y blanca, viscosa, aunque más o menos sólida, de aspecto poco agradable. Sintió de repente un movimiento como de olas. Se Sumergió por completo y cuando se levantó, ya no reconocía los objetos que allí estaban.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Como poco le importaba ubicarse, Ziza continuó su paseo y sin percibir, se adentró en algo parecido a un tubo, con minúsculas ondulaciones dentro. A veces, el tubo giraba solo, y eso le causaba gracia, y pirueteaba sin saber por qué.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ya doliéndose de tanta risa, sintió un leve temblor, que se volvía más y más intenso. Y cuando parecía que todo iba a explotar, miles de olas la cubrieron completamente, y se movió de manera violenta, incansable, revolcándose por paredes duras, blandas, frías, asquerosas, inconsciente de donde iban el lado izquierdo o el de arriba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Casi ahogada, respirando fuerte y muy agradecida de estar viva, Ziza escucha una voz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;— Vamos Alberto, no puedes ser así. Te preparo la mejor sopa de pollo del mundo, con zanahorias, papas, albahaca, todo lo que te gusta, ¿y ni siquiera tocas el plato? Mira, hasta mosquito encuentro aquí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Al ser apartada al lado del plato, fuera de la sopa, Ziza esperó dos minutos a que se secaran sus alas y salió volando por las tres dimensiones del cuarto, sin darse cuenta del porvenir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-4989248006177203384?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/4989248006177203384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/ziza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4989248006177203384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4989248006177203384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/ziza.html' title='Ziza'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-145296992868810948</id><published>2010-05-13T11:11:00.000-03:00</published><updated>2010-05-13T11:11:10.848-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HaiKai'/><title type='text'>Ontem</title><content type='html'>Nem todo ano&lt;br /&gt;passado&lt;br /&gt;é ano passado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-145296992868810948?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/145296992868810948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/ontem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/145296992868810948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/145296992868810948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/ontem.html' title='Ontem'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1804632027030381237</id><published>2010-05-12T00:24:00.000-03:00</published><updated>2010-05-12T00:24:17.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Brisa Sozinha</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;fica o pouco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;fica o sóbrio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;nem tão louco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;parte o escárnio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;feito muco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;e leva-me onde queira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;essa brisa sozinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1804632027030381237?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1804632027030381237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/brisa-sozinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1804632027030381237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1804632027030381237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/brisa-sozinha.html' title='Brisa Sozinha'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1052737487844547452</id><published>2010-05-09T02:17:00.001-03:00</published><updated>2010-05-11T22:46:37.627-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Envelope e papéis</title><content type='html'>Difícil dizer. Se ela estivesse sentada na minha frente, no entanto, seria ainda mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro um envelope. Ali estão desenhos coloridos em letras divertidas, papéis separados que quando juntos formavam um painel alegre de uma mensagem sublime. Era a chegada de uma comemoração, e a despedida para uma trajetória. O que deixou, nunca mais voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não vivo sob os teus domínios, nem posso dizer que exerce poder sobre mim. Mas é inegável a aura de ciúmes que me vem sob a forma de redoma toda vez que te sinto vivendo e respirando outros ares. Te esqueço todos os dias, e teu nome esquecido me faz saborear pequenas agulhas que cutucam o estômago e deixam cicatrização automática, rápida, quase desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi fácil enganar a mim mesmo. Está sendo. Parece mesmo que tudo já passou e que não há movimento mais óbvio do que o de te deixar pra trás. Mas escrever muda tudo. Escrever dá vida ao medo e à consciência dos trajetos inconscientes. Escrever expõe e desmascara o meu e o teu desejo, pelo que leio e pelo que faço. Expõe que tenho saudades arrebatáveis, mas não inúteis. Sei que te amo quando desprezo meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que somos nós e há coisas que estão em nós, sem que as deixemos entrar. Insistem na permanência, ainda que sem o gosto da nossa apreciação. O amor tem essas manias, um TOC associado ao sinuoso percorrer da alma. Nem a covardia é capaz de fazê-lo desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasguei os papéis e dormi sob a chuva, sob o som mântrico dessas águas que desde sempre vagueiam caminhos e para sempre alcançarão algum lugar. Rasguei os papéis tanto quanto deixei de esquecer que te esqueci. Brigo agora com meu olhar perdido, embaixo da cama e fechado entre duas paredes, algumas grades e um armário branco que encerra esse silêncio de agora mesmo. Aberto e sem pranto, mas vivo, aceso, em silencioso solilóquio contínuo. Um rio que me leva aos sentidos de lá, aos sentimentos de cá, ao doce do cheiro, dos olhos, das vozes e da presença diária que outrora soava nos meus amanheceres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades, sim, saudades. Saudades claras, abertas, puras saudades descomplicadas. Saudades escondidas e saudades reveladas. Saudades simples, como um café-da-manhã sem sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde irei agora que Pandora foi aberta outra vez? Agora que dei vida às cinzas esvoaçadas, e em ritmo de sentir fiquei em estado latente de amar. Sem sonhos, sem almejo, com a companhia deserta dessa graça fortuita, que me abraça sem pena. Tão longe, tão difícil engolir o coração que ultrapassa já os limites do pescoço. E agora que esse sussurro me atinge, onde pratico o desapego de ti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo em suores frios e secos. A pele lisa, fresca, preparada de carinhos e exalando perfume humano. As águas seguem seu destino indeterminado, e a brisa reforça a atmosfera quieta. Tudo isso está numa só alma.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1052737487844547452?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1052737487844547452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/envelope-e-papeis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1052737487844547452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1052737487844547452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/05/envelope-e-papeis.html' title='Envelope e papéis'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-4737890547757716829</id><published>2010-04-29T17:09:00.014-03:00</published><updated>2010-04-29T17:39:45.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Riso'/><title type='text'>Crítica Mimitando</title><content type='html'>&lt;i&gt;(Por Danilo Abiorana Pordeus, revisado por Alessandro Assis. 2003)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Palavras-chave: crítica, mimitando, imitado-criticador, imitador-criticado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;i&gt;Crítica Mimitando&lt;/i&gt; é uma maneira de crtiticar uma determinada imitação feita por uma pessoa, de forma indireta ou subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insatisfação do &lt;i&gt;imitado-criticador&lt;/i&gt; em estar sendo perturbado é notada na expressão facial e corporal no ato do que podemos chamar de&amp;nbsp;&lt;i&gt;crítica mimitando&lt;/i&gt;. Essa expressão facial e corporal é composta de caretas e uma espécie de dancinha agoniada feita pelo &lt;i&gt;imitado-criticador&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da &lt;i&gt;crítica&lt;/i&gt;, considerada educada,&amp;nbsp;é caracterizado como muito eficiente e com efeito conformador para o &lt;i&gt;imitador-criticado&lt;/i&gt;, dado que quando o &lt;i&gt;imitado-criticador&lt;/i&gt; está realizando o ato da crítica - com caretas e tudo o mais - ele propõe, ademais, cenas visualmente bem-humoradas, fazendo com que o &lt;i&gt;imitador-criticado&lt;/i&gt; não perca o humor, nunca deixando, porém, de notar, ainda que inconscientemente, que de fato foi criticado.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-4737890547757716829?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/4737890547757716829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/04/critica-mimitando-filolatura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4737890547757716829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4737890547757716829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/04/critica-mimitando-filolatura.html' title='Crítica Mimitando'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1715286916205146325</id><published>2010-03-22T20:32:00.008-03:00</published><updated>2010-05-11T22:49:28.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>A Analogia é a Pior Forma de Explicar Qualquer Coisa</title><content type='html'>Foi assim que um colega mostrou seu desprezo pela analogia, durante um almoço despretensioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase me perturbou, a ponto de provocar-me silêncio. Não havia resposta para aquilo, não apenas pelo conteúdo da frase, mas pela veemência daquela afirmação, pelo tom certeiro e gesticulado, com olhos fortes e mãos gigantes a dar voltas pelo ar enquanto se pronunciava o que, até agora, reverbera entre minhas tentativas de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase mais exata foi: "de todas as maneiras de explicar alguma coisa, a que menos me serve, a pior de todas elas, é a analogia. A analogia é a forma de explicar uma coisa com outra coisa, que não é aquela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso, no mínimo. Até hoje, eu sempre achei a poesia um jogo de analogias. Com a realidade, com o pensamento, com as idéias concisas, com o espaço de tempo, com a estrutura do nada, com a sístole do universo. Aliás, a literatura brinca analogicamente com tudo. E aliás também, analogia e analógico não estão dissociados, e aí, quem sabe, posso entender melhor o que ainda não entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analógico se contrapõe, em diversos contextos, a &lt;i&gt;digital&lt;/i&gt;. O &lt;i&gt;digital&lt;/i&gt;, na eletrônica, está relacionado com precisão, exatidão. O relógio analógico é o de ponteiros, menos exato que o digital, onde se podem ver, em alguns deles, até os centésimos de segundo. Por trás dos computadores está construída uma estrutura de bits, zeros e uns, que representam uma realidade calculável e que interessa para os fins que, expandidos aos dias de hoje, resultaram nessas utilidades tão conhecidas. Finalmente, entre diversas outras referências das quais posso me lembrar, &lt;i&gt;digital&lt;/i&gt; está relacionado à impressão digital, que revela precisamente o quem, algo único, que nem mesmo entre os gêmeos idênticos e clones se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;O mundo digital é, pois, o mundo do exato, onde o cinza não existe. Há o branco, há o negro. Zero e um. O analógico é o mundo inexato, é o universo &lt;i&gt;gris&lt;/i&gt;, onde os significados se confundem e trocam cochichos, ali no campo onde a escuridão toca a verdade, onde o amor toca no suicídio, onde a música se solta como revelação de um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar analogicamente, pensar em termos de analogia, é entender que o mundo e suas partes, inventadas em vocabulário, podem estar interligadas. É permitir-se compreender o entrelaço de travesseiros e conforto, é admitir a verdade como seriedade individual ou coletiva, e a graça como outra seriedade mesma, palhaçada manifestada no &lt;i&gt;ridendo dicere severum&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Nietzsche. É admitir que há beleza na inexatidão, ainda que haja utilidade e também boniteza na precisão digitalógica da realidade e de sua argumentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, analogamente, discordo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1715286916205146325?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1715286916205146325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/03/analogia-e-pior-forma-de-explicar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1715286916205146325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1715286916205146325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/03/analogia-e-pior-forma-de-explicar.html' title='A Analogia é a Pior Forma de Explicar Qualquer Coisa'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5750491620938373347</id><published>2010-02-22T20:20:00.001-03:00</published><updated>2010-05-11T22:48:13.090-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poesía</title><content type='html'>se sienta respira y levanta&lt;br /&gt;pausa&lt;br /&gt;empecemos por la tercera línea&lt;br /&gt;¿qué encuentro cuando busco?&lt;br /&gt;afrodisíaco afrodionisíaco&lt;br /&gt;placer placebo&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;nocturno noctable&lt;br /&gt;matambre mata hambre&lt;br /&gt;aguas de marzo en río de janeiro&lt;br /&gt;¿donde estás capullo?&lt;br /&gt;¿qué como?&lt;br /&gt;frío al fredo&lt;br /&gt;siéntate y siéntete en cientos&lt;br /&gt;miles de milagros&lt;br /&gt;palabras&lt;br /&gt;las abres a palos&lt;br /&gt;me río en el río&lt;br /&gt;ya casi&lt;br /&gt;ya viene&lt;br /&gt;ya sale:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crear naciendo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5750491620938373347?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5750491620938373347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5750491620938373347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5750491620938373347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/poesia.html' title='Poesía'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-165064948067492468</id><published>2010-02-19T15:45:00.009-02:00</published><updated>2010-05-11T19:50:54.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Encontro</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;to be&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;to be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser&lt;br /&gt;é&lt;br /&gt;estar&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-165064948067492468?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/165064948067492468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/165064948067492468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/165064948067492468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/encontro.html' title='Encontro'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-3562619214384833768</id><published>2010-02-15T04:33:00.005-02:00</published><updated>2010-05-11T23:26:58.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>Valores</title><content type='html'>Foi logo depois de uma ligação telefônica. Primeiro, o encontro casual de duas dessonolências. Uma voz rouca de um lado, e uma ansiosa do outro. Um sachê de camomila, cinco sachês de camomila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou por causa da solidão -&amp;nbsp;curiosamente, a solidão adora acompanhar nos momentos de estar só. Essa, em todo caso, não gosta da ausência de companhia, fato que a faz convidar a ansiedade. Priberam diz que a ansiedade é "comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não". Raios, que espero eu que suceda? Que espero eu que não aconteça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, mas fui conversar. Empregos e tecnologias, carnavais e feriados, conversas moles e necessárias, limpas, agradáveis. De repente o fluxo do assunto, o sussurro expirado como ar que vem e vai, sem pra quê consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão se vai, ansiedade se vai. Pensamentos razoáveis tentam abrir caminho, e certa consciência deles - e de suas limitações - expõem a inalcançabilidade deste troféu: a paz. É isso o que acontece, é como a chupeta perdida nos meus dois anos. O consolo do consolo, a voz de dentro que fala como de fora, a brecha da porta e deus me vendo calado, talvez até sorrindo - porque é grande demais - e essa fome de sombras que já não está. O arrepender-se, que não pode ser, apesar de tudo, na verdade apesar apenas desse sofrido agora. Mas tudo sendo eu, inclusive esse agora inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, uma revelação, em auto-contato. Tudo isso é provisório, as escovas de dente e os lugares das coisas. Tudo isso é provisório. As coisas que valem, elas valem diferente. Amar é uma encruzilhada, mas amar pode ser uma encruzilhada. Primeiro porque há disposição, no amor, em enfrentar-se dragões em fogos infernais ou em ventos profundos. Depois porque, no amor, pode-se chegar à conclusão de que os dragões devem ser livres a queimarem quantos corações possam expelir de seus fogaréus. Além disso, o amor também pode ser uma encruzilhada porque, no amor, há a beleza do incondicional; uma liberação do ser quanto ao que possa ser e quanto ao que é; uma dedicação abrangente que não julga precedentes e poscedentes. Depois, no mesmo amor, há o merecimento dele: ainda na incondicionalidade, uma condição deve ser atendida: o amor precisa querer ser recebido. Do contrário, ele não é merecido. É um jogo de doar dor dar, receber com ceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nasce, o amor não sabe que nasceu. Os bebês também não sabem quando nascem. Talvez preferissem nem ter nascido, se naquele instante soubessem as dores que deverão enfrentar. Os pais, no amor, revelam milimetricamente o sentido daquele novo existir. E ele sente, eles sentem. Quando sentem, merecem, e quando merecem, são amados. O amor, também bebê, joga com quem o sente, e pede de quem o recebe. Quando nasce, não é tão belo e desapegado, precisa de orientação, no sentido amar e ser amado. Em alguns casos raros, o ser amado é incapaz de soletrar sua receptividade, mas o desenvolver de sua existência é suficiente para definir o merecimento. Quando, no entanto, há capacidade e falta de merecimento, nasce o sofrimento. O sofrimento é a doença do amor desorientado, em seu estado multidirecional e patético, por existência de si mesmo e por ausência de merecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique claro que merecimento não significa competência, e que quem não o possui não é, necessariamente, pobre de espírito, leviano, imprudente ou covarde, nem nada dos adjetivos quaisquer. O merecimento ou ausência dele podem surgir de uma diferença de valores, de importâncias, de alucinações. Os gatos são exemplos de seres que, relacionados a humanos ou a cães, têm pouco merecimento, pelos valores egoístas e solitários de si mesmos. Não quer dizer que jamais serão amados. Mas quer dizer que o cão será sempre o melhor amigo do homem, e o gato associado a traiçoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é uma encruzilhada porque supera a si mesmo e às várias teorias que se lançam sobre seus mecanismos. As teorias, no entanto, são parte da encruzilhada, sem a qual o amor não seria uma encruzilhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-3562619214384833768?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/3562619214384833768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/valores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3562619214384833768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3562619214384833768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/valores.html' title='Valores'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6136885601621312187</id><published>2010-02-14T04:39:00.002-02:00</published><updated>2010-02-19T15:51:06.506-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>momento</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;a tentativa do mar de graças. a tentativa do ser supremo. a tentativa da sobrevida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há que estar completiço, inteiriço. há que sonhar acordado e lúcido, e ser grande. é preciso correr rápido e correr devagar. o homem precisa crescer em tons plenos, e não engrandecer-se. a mulher também. é preciso sonhar dormindo, todas as oito horas por dia. é necessário surfar pela vida, como em rios de ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;soltar e esquecer, sem esquecer. engolir e digerir, em fase. compreender o incompreensível, por dentro e do avesso. avançar no sentimento pelo fim, soterrando artérias que jogam sangue demais. tudo isso em alerta de luz, em facilidade de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o nada três vezes foi dito, e não há nada além. um passo em verdadeiro e ainda assim vazios. mas há que esperar. há que emagrecer saudades sem delas se desvencilhar. há que amansar amores e dispor de buracos cheios de vazio, até que seja. não há mais perguntas, há apenas um leve mal-estar, atravessado de choros em desdém. e a promessa do futuro nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há que amolecer e lembrar como se fazem com imagens de sol. há que olhar os pedaços das vicissitudes como se olha a história do universo e de uma via láctea apaixonante. é preciso olhar para o alto olhando pra dentro. não é pra você que escrevo isso. é pra mim. mas mesmo que essa seja minha intenção, não será essa a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a verdade, há que ser descoberta. também há que ser construída, em nós, em mim. a verdade é algo, mas não é quando falta, mesmo que buscada. não há equívoco nas andanças malévolas dos olhos úmidos. o que pode haver são falhas circunstanciais, captadas pelo sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia, quem sabe um dia. ao longe um adeus que convide, que maltrate menos, que descubra o poder do caminho fácil mais do que o poder da escolha difícil. que enobreça menos o assassínio nobre, que soçobre o corpo para que voe, imediatamente, e não pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o óbvio é oval. sem uso, a palavra, que já vale pouco, volta a seu estado de morta. mas o uso em excesso não mata menos seu querer dizer. há que falar pouco, há que preservar a calma, há que sugerir sem exigir, e às vezes nem isso. também há que ser auto-suficiente, em todos os campos. a simples menção de uma necessidade pode provocar desastres inconciliáveis com as árvores jovens de troncos fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amor condicional, o amor que é se. o amor que gosta de mudar, da marisa. o amor que não pode esperar e o amor que há que sentir. por onde anda a decência de deus e sim, queremos que sim. um toque, um leve toque de impossível a serenar por sobre a existência. e o vôo, que será sempre incompleto, esborrachando-se no ar como pedaços de vento pequeninos chocando-se com ventanias e tufões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adeus, eus. a vocês todos desejo boa vida. infelizmente há que limpar a casa e seus pés descalços sujam os tetos do meu jardim. adeus, eus. nos vemos amanhã, e a cada dia assim, até que separemos as sílabas. adeus, eus, mais uma vez. há que despedir-se, não vêem. há que ir em companhia de vocês, eu estarei só e inteiro, recolhendo pedaços imóveis tão fáceis de despedaçar. adeus, eus, já é tarde e não vejo conjuntos, vejo tijolos de um muro apenas. adeus, eus, são bem-vindos sempre, mas limpem os pés da próxima vez. tragam-me água e abracem meu corpo, e entornem sobre meus ouvidos o que há que ser. adeus, eus. fujam daqui quando não os deixe sair. me façam dormir e me cubram de preces. adeus, eus. não quero deixar, não posso deixar. há que deixar, há que permitir. adeus, eus, que éramos um e agora somos vários, que éramos só e agora somos sós. adeus, eus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adeus.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6136885601621312187?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6136885601621312187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/momento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6136885601621312187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6136885601621312187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/momento.html' title='momento'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-3094987644020872530</id><published>2010-02-11T16:58:00.010-02:00</published><updated>2010-05-11T18:35:02.954-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Entrever...sos entre Viajes Anacrónicos y Bratusfac Mali</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://viajesanacronicos.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Viajes Anacrónicos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Te vi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aquel día&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Te fuiste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aquella noche&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tu mirada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mi vecina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mi alegría&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tu compañía&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ya no estás&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ya no estoy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ya te olvido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No te siento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ven aquí&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ave sedienta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Extiende tu ala&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Que me estremezco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quién diría&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Que dos sueños&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se complementan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Y se rechazan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quién diría&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Que mi silencio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Es portador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De ti por dentro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://www.bratusfacmali.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bratusfac Mali:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Te vejo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nestes dias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;sem presença&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;do que sou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;teus olhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;tão ao certo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;tão ao perto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;tão não sei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;todo dia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;eu me sento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;pra lembrar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que te esqueci&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;todo dia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;eu esqueço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;de lembrar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que te deixei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;quem me dera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que esse sonho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;fosse em ritmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;de poesia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;quem me dera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que lá dentro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;bem lá dentro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;só lá dentro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-3094987644020872530?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/3094987644020872530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/entreversos-entre-viajes-anacronicos-y.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3094987644020872530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3094987644020872530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/02/entreversos-entre-viajes-anacronicos-y.html' title='Entrever...sos entre Viajes Anacrónicos y Bratusfac Mali'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-2040167606899363303</id><published>2010-01-25T18:06:00.001-02:00</published><updated>2010-02-19T15:52:23.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>E se</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e se agora ela me foi&lt;br /&gt;ela me fosse&lt;br /&gt;e me chamasse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se a lembra&lt;br /&gt;da hembra&lt;br /&gt;bemdissesse&lt;br /&gt;o entrelaço das mãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se o ouvido&lt;br /&gt;maldito&lt;br /&gt;não ouvisse&lt;br /&gt;só estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se o sagrado&lt;br /&gt;não fosse&lt;br /&gt;desperdício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se a deus&lt;br /&gt;Adeus&lt;br /&gt;aos seus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e aos meus&lt;br /&gt;chocalhos&lt;br /&gt;ao dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se estes olhos&lt;br /&gt;suados&lt;br /&gt;e cheios&lt;br /&gt;chocados&lt;br /&gt;caíssem&lt;br /&gt;nas mãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se meu repouso&lt;br /&gt;não estivesse&lt;br /&gt;em senãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se fosse&lt;br /&gt;como faria&lt;br /&gt;pra dizer&lt;br /&gt;que isso tudo&lt;br /&gt;é amor&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-2040167606899363303?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/2040167606899363303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/01/e-se.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2040167606899363303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2040167606899363303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2010/01/e-se.html' title='E se'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-9008378311324664981</id><published>2009-11-30T14:10:00.006-02:00</published><updated>2010-05-11T18:35:54.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>El Retrato</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Caminaba por la calle, ya triste por un día más sin haber creado nada. No sabía qué sentía, y lo que pensaba no lo expresaban ni sus ojos achicados por la genética ni las cejas asimétricas por los años. Paso lento. Respiraba sin para qué, como lo hacemos siempre los hombres cuando creemos existir. Experimentaba la vejez y el viento como una sola y misma cosa, y apenas por eso mantenía el turbante innecesario en la cabeza poco calva. El turbante, la turba. Lejos del lento humo, no entendía el contenido de su forma y sus cruces con el olor, forma, humo, humo, forma, olor. Santísimo. Quien crea y quien cree. La octava paz de percibir es concebir. En mantra, con mirada, la profunda y perdida mirada, que cose los pedazos de almas en nosotros, otros. Mirada que no habla y dice, en silencio, el misterio de estar, el secreto de dos manos entrelazadas en unión de un solo ser. Se sienta, se fue el devaneo. Ahora son pantalones reales y un dolor en los pies, una cosquilla simétrica en los pulsos le hacía recordar las cejas del espejo, sin compromiso. Los ojos ojeando ojos que ojean. Santísimo. Fugaz, como el cachimbo que acomoda la boca, sin fumo, rozando bigotes sutiles, menos debido a navaja que a tiempo. Lento late el corazón, lleno de vida y vacío de palabras, discente de su propia muerte, maltrapillo de chaquetas descalzas y vestimentas negras de evitar sucio. Se sienta y el dolor en los pies, acompañado de ninguna expresión más fuerte que la continua mirada en desajuste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El nene llora. Retira la piedra debajo de los zapatos y abre una sonrisa casi vacía, remellada y verdadera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-9008378311324664981?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/9008378311324664981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/11/el-retrato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/9008378311324664981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/9008378311324664981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/11/el-retrato.html' title='El Retrato'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6832576774770799658</id><published>2009-11-23T13:59:00.008-02:00</published><updated>2010-05-11T20:59:57.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Sobre el Sobre</title><content type='html'>Estaba embjrigadho. Caminar tres pasos, respirar hondo. Otra vez, de nuevo, incontrolable. ¿Por qué tantas preguntas si sólo quiero relajo? La dueña, ¿qué hacía en el restaurante? Y la mesera, como era linda la mesera, los dientes chuecos, la sonrisa simulada, el aire mentiroso por los cabellos que venía del ventilador y no del mar. El tropiezo, vaya cosa ridícula, ¿el que inventó el cerebro no estaba lúcido lo suficiente a no crear estos dobles de las cosas? Si el plural de dios es dioses, será doses el de dos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ahora me acuerdo. Qué es este sobre? No recuerdo la ropa que uso. Santo Dios, ¿estos zapatos acaso son míos? ¡Qué mal gusto tengo! No importa, que pase el mal gusto cuando pase la resaca. O quizás durante la resaca ya no esté en mi boca el amargo de no saber elegir zapatos. Sí, recuerdo, ¿qué hacía el encargado a las seis de la mañana con aquella sonrisa mentirosa preparado para entregarme esta porquería de carta? ¿Quien hoy en día escribe cartas? Y miren, no saben escribir, que falta de lineamiento, de orden, de práctica. ¿O será mi estado actual el que me cura de ver el orden? Mi abuelo decía, cuando estaba enloquecido por su absinto, que el orden era una enfermedad y el caos era la cura natural. Citaba el amor, la entropía y el Antiguo Testamento como pruebas irreparables de su discurso. Sabio viejo, murió durmiendo, seguramente soñando con almas dispersas y personas que veían por medio de poros. No estoy exagerando, el viejo era muy imaginativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Quién me habrá entregado este maldito sobre? Estoy cansado, pero patéticamente curioso, quiero ignorarlo y no puedo. Lo abro, entonces, primero el agua. Sed de los infiernos, me tomaría el Nilo no fuera el cansancio de recargar el vaso tantas veces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El sobre. Sobre, no te lo puedo creer. ¿Venganza? ¿Hay en este planetita tan chiquito alguien más pacífico que yo? En la facultad dicen que Obama me robó el Nobel, ¿como alguien me viene a decir en estas letras malparidas que “llegó la hora de mi venganza”? Sólo para empezar, es el tema de miles de películas terriblemente malas, esas de acción donde hay peleas horribles que me encantaban cuando era niño. Además, algunos países asocian venganza con diarrea de turistas, así que resalto más aún el inapropiado de esta situación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;¿Quien sería el sujeto que se atreve a perseguirme con un pedazo de papel tan grosero? ¿Sería alguien del restaurante? ¿El tropiezo? No, muy rápido, no hubo tiempo para escribir un… Espera, no tardaría ni cinco minutos, podría ser el tipo con aquella corbata absolutamente rechazable. Cielos, uso adjetivos tan inadecuados cuanto esta carta, ¿donde anda mi cabeza? Como me duele. Pero pensando mejor, aquél tipo no tenía nada de que vengarse, creo que ni siquiera lo vio. Más tengo que avergonzarme de haber pedido tantas disculpas en vez de simplemente irme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puede ser que yo no sea así tan buena persona. Ahora lo noto, he escuchado mucho que el verdadero sabio es el que ignora su sabiduría. El Gladiator dijo al rey de Roma: “with all my heart, no” cuando este le preguntó si aceptaría el honor de ser el heredero de su trono, y la respuesta del rey fue “Maximus, that is why it must be you”. Yo nunca he ignorado lo bueno que soy ni la bondad que tengo adentro, ¿seré entonces malo? ¿Seré repudiable por mí mismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco varias veces me pidió ayuda o compañía, pero es tan insoportable que nunca le pude decir que sí. Es un pesado sin igual, mas la canción decía que “los pesados no tienen ningún defecto grave”, es ingenuidad, intento de lucirse menos pesado, de participar más y contribuir como los no pesados lo hacen. Qué malo fui, qué falta de sensibilidad, de actitud. No estaría mal si quiere vengarse, hay límite en la paciencia de las personas, se irritó con su falta de malicia, los psicólogos a veces lo sugieren: –¡haz algo osado un día!, quien lo podrá culpar? Yo mismo aceptaría de buen grado, para pagarle lo tonto que fui en inventarle tantas excusas absurdas – hubo una vez en que le dije que iba a coser en la casa de una prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sería mi primo, ¿como se llama? Tengo tantos primos que no me acuerdo sus nombres. Un día salimos juntos y él estaba con la novia, una rubia de pechos honestos y tan dulce como sólo vi en la Patagonia. Mi primo se sintió mal pero dijo a la novia que se quedase, que no se preocupase con él. Nos divertimos, bailamos y tomamos bastante. Al llegar a la puerta de la casa de mi primo – Brad, ya me acordé su nombre – empezamos a discutir sobre películas de Chaplin. Ella dice que prefiere Buster Keaton e inmediatamente pensé en Pelé versus Maradona. No conozco nada de Buster Keaton, y este sólo hecho ya me puede convencer de su inferioridad. No es que la fama sea todo, pero la fama después de 100 años significa algo. Hasta los que quisieron ser nadie, como Kafka, de alguna manera fueron salvos y llegaron a los oídos de la eternidad. Los momentos como El Gran Dictador no pueden ser superados, pero la señorita de los pechos honestos no estaba de acuerdo. En algún momento interpretando con mucha pasión uno de los movimientos de Adolf Chaplin, le toqué o, mejor dicho, le aplasté la honestidad, donde descubrí la ironía de mi observación. Ella se había operado las tetas hacía menos de 3 semanas, con lo que mi pasión agitada y táctil le dolió más de lo esperado. En un insano intento de corregir el pantagruélico desliz – y sin hacer caso a mi abuelo ni a los adjetivos – traté de masajearle los senos, como si fuesen una rodilla machucada. Ya le estaban por salir lágrimas de dolor cuando de repente me dijo que continuase el masaje, que no parase nunca. Los ojos de vidrio se transformaron en una sonrisa de alivio, y esta en un ropaje de placer. Así nos quedamos cerca de diez maravillosos minutos. Fuimos interrumpidos por Brad tocando fuerte en la ventana de mi auto con un rostro que mezclaba decepción y trastorno bipolar. Definitivamente, no sería injusto que me quiera un castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podría pensar en Daniela, en Joaquín, en Leticia, en Ruben, pero son todos tan tontos que no creo que alcanzarían a quererse una venganza. Tal vez quieran asustarme, nada más. Tal vez sean ellos juntos que en una rueda de bar imaginaran mi cara de miedo al sentirme amenazado y borracho. Pues están equivocados, no siento miedo de nada. Aunque por algún motivo no me puedo dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empiezo a pensar cosas de otros mundos, creo que el agua que tomé era en verdad aguardiente. ¿Sería un espíritu el que se quiere vengar? Los escritos de los médiums que reciben entidades espirituales suelen ser poco entendibles, tal cual estas letras mal puestas en la carta. Pero aparte mi abuelo, creo que no conozco a ningún muerto. A algunos artistas los difamé en momentos de inspiración en conversaciones acaloradas entre amigos, pero creo que a ellos no les importaría nada mis humildes ofensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo que mi sueño ya no me permite pensar más. Mis párpados se cierran antes de mi voluntad, una vez más me resbala la vida y me quiero dormir. Me quiero dormir, pero quiero despertar e volver a la venganza. Llegó la hora de mi venganza. ¡Que se vayan al diablo todos! Ya me reivindiqué de mis falsas hazañas, ya me descubrí poco bueno y mal observador de tetas. Mañana reenviaré este sobre a un vecino cualquier y le dejaré a él la conversación con la conciencia. Duermo sudando alcohol por los poros y con mi alma dispersa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6832576774770799658?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6832576774770799658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/11/sobre-el-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6832576774770799658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6832576774770799658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/11/sobre-el-sobre.html' title='Sobre el Sobre'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6108407141221568916</id><published>2009-11-02T17:57:00.002-02:00</published><updated>2010-03-23T17:23:42.726-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Sem querer</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;sombra da sombra&lt;br /&gt;que afoga essa água&lt;br /&gt;que dói sem ser nada&lt;br /&gt;de atados os pelos&lt;br /&gt;das cordas vocais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobra de ocaso&lt;br /&gt;sem nuvem solteira&lt;br /&gt;sem ordem bobeira&lt;br /&gt;cantando em silência&lt;br /&gt;na ode sem dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;razão do meu ego&lt;br /&gt;sossega chocalho&lt;br /&gt;crescendo estribilho&lt;br /&gt;fugindo sozinho&lt;br /&gt;e atrás não há chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;senhoras e afins&lt;br /&gt;me jante de dia&lt;br /&gt;soçobra essa alma&lt;br /&gt;doente saudável&lt;br /&gt;repuxo maldito&lt;br /&gt;senhores e afins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me seda e me lance&lt;br /&gt;pra dentro do ser&lt;br /&gt;da história completa&lt;br /&gt;sem enlouquecer&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6108407141221568916?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6108407141221568916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/11/sem-querer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6108407141221568916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6108407141221568916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/11/sem-querer.html' title='Sem querer'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8769341993083315441</id><published>2009-10-17T05:31:00.004-03:00</published><updated>2010-05-11T19:48:48.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrever'/><title type='text'>A deus</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(Bratusfac Mali, junho de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dívida de não ter e querer dar. esse é o pesadelo. a dívida com o sentimento. a fuga sorrateira, deslodada, deslavada. é tudo mentira, Mali, é tudo mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tudo mentira que dói, e é tudo mentira que sim. preciso de vocês, céus, como preciso de vocês. falem comigo, falem comigo mil vezes por dia. não fique na dívida, a dívida sem juros do silêncio de poesia. não pode haver coisa que seja mais sofrível que silêncio de poesia. apoteose silenciosa. mais dor menos dor, nunca se cale se era pra poetar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou por despertar, mas comigo só eu não sei. não posso, não vai. tudo ao contrário, nada no cio. ninguém me chama, Mali, ninguém me chama. a solidão que a literatura me deu, a pior solidão desde que soube que era solidão. a literatura me deixou, não falou mais comigo, não abriu mais meus ouvidos, não me abraçou nunca mais. sozinho, Mali, sozinho e abandonado por nenhuma pessoa viva, mas por todos os mortos que antes eram meus amigos íntimos, por todos os leminskis e caetanos que se calaram, por todas as bocas em orvalho seco dos franz e dos yeats, por toda politomia rítmica não perto das amizades russas e whitman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;páro quieto a escutar o sussurro, tremenda cada perna em dança esperançosa. nem um adeus, que medo que tenho de quando não dizem adeus, de quando se vão sem dizer. por que, meu deus, por que não avisam? por que me deixar, se drummond disse que eu não era deus? violinos e vozes, uma vida em música, uma vida em palcos, uma carreira em lápis e sensibilidades, não façam isso, não faças isso, Mali, não me escute quando não apareço, é tudo mentira. eu sempre estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda letra tua é um abraço, toda frase agonizante que sai de tuas mãos é proximidade. estou longe de tudo, mas não sou longe de tudo. tá tudo pra lá, mas é o vento que leva. e quem traz de volta é uma brisa livre e risonha, jovem confusa, dama de passos curtos e enorme demais pra seguir um rumo apenas. mas o teu som chega, a tua voz alcança a derrota da ruidosa onomatopéia que me visita a diário. fala comigo, Mali, fala sempre comigo porque meu saco cheio que explode não vira ação. vira ração pra sobreviver sem o gozo que cresce, que sobe e sufoca o coração parado. e me envia sensível uma carta de desejos sinceros, de vontades aí. majestade da alma, solte minhas cordas, vocaliza comigo esse canto demente e bonito, meu e nosso. presta atenção, Mali, que essa bossa de moraes sem buceta me transforma em matéria. afina a passagem daqui até eles, até vós, até nós, e desata. sem pé na garganta, vladimir no topo da sua voz e tudo ao contrário, o que sou não pode ficar escondido, o que somos não pode tapar os panos. não policie nem silencie. só se cale se o que fale não for poesie.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8769341993083315441?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8769341993083315441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8769341993083315441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8769341993083315441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/deus.html' title='A deus'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1806983510761609687</id><published>2009-10-12T03:22:00.008-03:00</published><updated>2010-05-11T23:11:01.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>Suricate e o que é a vida</title><content type='html'>&lt;div&gt;Era um mero passatempo, no sentido mais óbvio da palavra. Lendo páginas de jornais e revistas, um nome de peça de teatro chamou a atenção. 11 da noite e o que fazer até lá. La família Suricata. Bom, horário adequado, desenho animado preparando alma e corpo para uma peça irônica e que trata do cinismo e distância da intelectualidade. Essa será.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por uns 5 minutos esperava que o desenho começasse. Aí é que via, perplexo, que o desenho não era um desenho: era um documentário. Sobre os suricates. (Acho que é primeira vez que escrevo uma palavra em português e que me causa estranheza a escolha do artigo. Em espanhol, se diz "las suricatas").&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O documentário tem um tom curioso e interessante. Uma voz grave e imparcial descreve os acontecimentos, e constrói-se uma história convincente. Colo é o personagem principal. Os suricates (ainda não consigo aceitar que é "os" suricates e não "as" suricates) comem insetos em geral e são comidos por cobras e águias. Sem comentar a qualidade das filmagens, o longo trabalho a conseguir as sequências e o acompanhamento da família de suricates, o despropósito de minha visita ali me fez pensar: o que é a vida?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/StLcEqYjDdI/AAAAAAAAAG4/Tmbj2u_wjUI/s1600-h/Suricates+(grupo).jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391613676570742226" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/StLcEqYjDdI/AAAAAAAAAG4/Tmbj2u_wjUI/s200/Suricates+(grupo).jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 150px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Colo nasce e se diferencia um pouco dos irmãos pela curiosidade, certa rebeldia e inconsequência, vivacidade. Um irmão já maior o salva em certas ocasiões, inclusive morrendo na última delas, em que uma águia atacava. A ansiedade e a torcida que fazemos pelos bichinhos protagonistas é notável. A gente torce pelo que vê. Ninguém torcia pelos leões ou pelas poderosas águias. Esses eram os inimigos - e eram mesmo. Inimigos não só dos suricates, mas dos espectadores também. Os suricates são bichinhos simpáticos, com focinho de cachorro pequeno, patinhas curtas estilo Dinossauro Rex, que andam e correm de quatro mas sabem ficar de pé admirando qualquer longitude. São carinhosos com seu grupo familiar, executam gestos que lembram cafunés e abraços, dormem amontoados para proteger-se do frio e precisam uns dos outros para sobreviver. É desumano não torcer pelos suricates.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As serpentes são traiçoeiras. Dão às costas e voltam para atacar de repente. Rastejam, como se estivessem sempre escondidas, sempre espreitando, sempre à espera de praticar deslealdade. Os suricates, pequenos e indefesos, quando se juntam com a família, cercam a bruxa serpente e a enfrentam, bravamente. Até que ela desiste e vai embora para alguma árvore próxima, esperando o próximo bom momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As águias também são demasiado altivas, um pouco mais sóbrias, lúcidas. Olham por todo o horizonte, são velozes, garras precisas. Não se escondem nunca, porque não precisa se esconder: quem quiser que veja o céu, e aí estará. Então pra quê caçar um pobre suricate? Que vá buscar outros bichos, se é tão forte, inteligente e grandiosa assim. Não roube a delicadeza dos suricates.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas os suricates também comem. Insetos, quem liga pra eles? São o que mais existe no planeta. Escorpiões, esses bichos venenosos e perigosos, melhor que os comam mesmo. É até engraçadinho vê-los comendo escorpiões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é comer e fugir de ser comido - além de pedaço de cheiro, claro. A trajetória da família de suricates é esse eterno comer insetos e fugir de ser comido por outros animais. Aliás, a trajetória de qualquer animal é essa. O ser humano, inclusive, passa o tempo todo almoçando, cultivando grãos e assando carnes. Não se mata suricates bonitinhos, mas boi a gente mata. E é gostoso e algumas pessoas reclamam que comemos animais. Parece natural, aos animais, comer animais. Mas também parece cruel. Numa das cenas do filme um grupo de leões destroça uma zebra, típico de um psicopata estilo Hannibal - com a sutil diferença de que não estavam comendo a si mesmos, não naquela cena. A natureza e sua incompreensível orla de criação e destruição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo se resume a isso: a vida é comer e fugir de ser comido. Mas então o que interessa, na vida, não é o resumo. Colo passou por momentos marcantes na sua vida. Numa briga com outra família de suricates, acabou se distanciando muito do grupo e passou alguns dias sozinho, dormindo com frio, encontrando animais esquisitos e pouco amigáveis, fugindo de predadores e tratando de encontrar o caminho de volta. Seu irmão em determinado momento especialmente grandioso, deixou todos os pequenos suricates sozinhos para ir correndo salvá-lo do ser levado pela águia. Aboncanhou-o pelo pescoço e saiu correndo, e não fez cara de bravo depois. Ter sobrevivido já era aprendizado. Emitiam sons, mas não falavam, se entendiam por alguma sabedoria suricate milenar. Dormiam juntos, brincavam juntos, brigavam juntos. Sentiam sono e cansaço durante os dias de muito sol, sentiram felicidade, diria, quando a chuva finalmente chegou. Aspectos de coragem, de luta, de vitória. E Colo, depois de tantas andanças, estava preparado para ser peça fundamental da família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é como vivê-la. Estranho, circular e um pouco irônico. Mas se a vida era, frases atrás, comer e ser comido, deveria ser também mais que isso. A vida não pode ser só o resumo dela. A entrelinha dos suricates é a nossa entrelinha. Viver é aprender para viver e para dar vida aos outros. Tolo e pouco, quem sabe, mas tão verdadeiro. Todos os processos biológicos são incompletos se não se observa a qualidade do vai-e-vem. E o injusto se relativiza, e a pergunta continua, e o ajuste pede mais vida pra dar tempo de responder. O que é cruel e o que é instinto? Qual a fronteira entre o necessário e o egoísmo? Que fazemos dizendo tanto sobre o amor ao outro? Por que mesmo pensando e elaborando observações tão bem estruturadas, ainda assim nos é difícil entender a existência?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as perguntas mais fundamentais necessitam menos de resposta do que de esperança de resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/StLbbumrECI/AAAAAAAAAGw/NnWm06nKZfk/s1600-h/Suricates.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391612973329092642" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/StLbbumrECI/AAAAAAAAAGw/NnWm06nKZfk/s320/Suricates.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 314px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1806983510761609687?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1806983510761609687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/suricate-e-o-que-e-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1806983510761609687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1806983510761609687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/suricate-e-o-que-e-vida.html' title='Suricate e o que é a vida'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/StLcEqYjDdI/AAAAAAAAAG4/Tmbj2u_wjUI/s72-c/Suricates+(grupo).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-4453036042049889522</id><published>2009-10-09T00:01:00.006-03:00</published><updated>2010-05-11T20:39:27.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Candiolabro. Pedaço de Cheiro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Não a encontrava, em nenhum pedaço de lugar (nenhum lugar é todo). Embaixo dos colchões sempre estavam correntinhas de ouro e prata, papéis velhos e certos plásticos de mistério, mas aí tampouco achava nada. Queria preocupar-se, mas no fundo sabia que aquilo não era incômodo. A não ser por um único, mínimo e puro pormaior: sem aquilo, parecia que perdia identidade.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era a poesia que faltava. Era tudo muito cerebral, enjaulado. As jaulas sempre têm comida e sobrevivência. Mas não têm liberdade. Há histórias de que na Suécia pessoas cometiam pequenos crimes para que fossem presas. Pode ser entendível isso? Acho que todos os seres humanos e mesmo algumas classes de macacos, papagaios e araras, deveriam fazer certo esforço, além da conta, para que esse tipo de situação permanecesse o mais longe possível do mundo compreensível. Isso não pode ser aceitável, nem mesmo para porcos. O problema é que ele estava achando isso normal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes queria entrar em desespero. Aquele desespero que o fazia sentar e escrever, chorar de tanto escrever e chorar escrevendo, sentir um pulso pusilânime transmaterializar-se em montinhos de cataclismos pensamentais. Mas onde estava, céus, onde estava? Embaixo dos colchões não estava, não via, atrás do sofá também não. Não podia desesperar-se, não podia sentir nenhuma espécie de angústia ou ansiedade. Lembrava de Antunes: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;tem tantos sentimentos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;deve ter algum que sirva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e se surpreendia com que a beleza dessa congruência música-realidade não o fizesse sorrir ou entrar em transe. Como era mesmo? Ler e gozar, era só uma frase num estado especial do dia e vinha o esperma mental. Como era? Por que lembrar não é suficiente? Fecha os olhos e medita um pouco, habilita as emoções, que têm que estar desabilitadas em geral, e em segredo se confessa algo, se diz uma putaria ou um comentário catártico qualquer. Tudo pseudo. Não pode ser cérebro, excesso de cérebro atrapalha. E melhorar, pro diabo com melhorar. Quem quer se conhecer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se tapava com isso de se conhecer. Como alguém pode ser estúpido e arrogante o suficiente pra dizer que tem que se conhecer? É o supra-sumo da desonestidade afirmar que há que conhecer-se. Quem se conhece sabe o que? Que tipo de droga serve mais? Como é o amor a uma mulher dos 12 aos 18? Já com raiva, que merda é essa de autoconhecimento? Porra, será que não pode simplesmente não saber nada de si pra poder praticar sentimentos? Que merda é essa? Que longitude inútil, que fossa senior, que deságüe ingênuo essa aposta, não vêem que não se pode nem conhecer outra coisa menor, como é que se vai conhecer a si mesmo? Um monte de perguntas e insatisfações ficam escondidas quando se conhece a si mesmo, e o pior é que se escondem por uma falsidade, porque está azul o que acontece quando o atrevimento de se conhecer cruza com a existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que caos, que desgraça. Só podia se divertir, só há nuvem, não me venham com cristais. Uma pobreza, uma fome sangrenta, uma dose sórdida de conteúdo mentiroso, tudo isso é o que fluía nas veias da alma. Como cheguei nesse estado, meu deus? Como me comi as orelhas, essa tem que ser a idéia, entendam vocês todos, nós todos! Azucrinem-se, e basta. Alguma donzela de top less em pudor, que esteja fora dos jornais e despreocupada de pintos duros. Chega de outros, Sartre, chega de caniços, Pascal. Caminhemos estourados na malouca, na loucoura, é o iodo doido o que cruza a seresta celestina do mandiçal esnobe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem liga pra que as coisas funcionem de um jeito? As coisas funcionam de qualquer jeito, é isso. Não pode haver estrutura, nem super nem infra, nem ela. O ar é caótico, o excesso de cuidado prejudica a vida de um modo esquisitamente cruel. Todas as coisas têm seu contrário dentro delas. A vida mesmo não se mata depois de um tempo? O criador mesmo, não destrói a sua criatura? Em Matrix e no Bicentenário? Quem ousa um passo mais de estupidez? Quem ousa agora fazer doutrinas anarquistas baseadas no escangalho dessa lógica, esquecendo que há lógica em basear-se no aqui e na falta de fundamento do próprio intento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria encontrar, mas esse monte de marrons, tudo muito pouco transparente. A vida era e é e será um pedaço de cheiro, só isso. Sempre falta de onde vem, sempre falta querer tocá-lo. Nenhum sentido é mais ausente, mais abstrato do que o cheiro. Quando um homem cheira a uma mulher, quer comê-la ou tocá-la. Quando cheira a uma comida, quer devorá-la. Quando cheira a queimado, quer verificar. Quem cheira quer saber onde está. A vida é um pedaço de cheiro e não dá pra falar mais. Nem muito mais, nem pouco mais. Se quiser e se não quiser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por favor, chega de fatos. Deixa um pouquinhozinho de filosofia pura, essa sem nomes e sem práticas, essa do amanhecer primeiro, como um bebê vivido sorrindo a manhã. Só isso, de levinho, vai avisando menos, cuidando menos, pra quê tanto cuidado? Tá tudo errado, não pode estar mais errado, um grande engano tudo como é. Essa é a diversão, essa é a vantagem. A mirabolância tem sentido, depois de não ter. A poesia é o pedaço que falta. Não se encontram cheiros debaixo do colchão. Só papéis velhos e correntinhas de ouro e prata esquecidas. Meio cheiro e meio cheiro, é um cheiro. É lógico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-4453036042049889522?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/4453036042049889522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/candiolabro-pedaco-de-cheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4453036042049889522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4453036042049889522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/candiolabro-pedaco-de-cheiro.html' title='Candiolabro. Pedaço de Cheiro'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-668095230481990050</id><published>2009-10-08T23:44:00.005-03:00</published><updated>2010-05-11T19:59:24.504-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrever'/><title type='text'>Daqueles Momentos (trecho)</title><content type='html'>(trecho do texto Daqueles Momentos, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, se pudesse, ficaria um enormíssimo tempo aqui sentado pensando no que escrever. Pra nada, pra escrever da vida e de mim, de quem me cerca e de quem crio. Minha única e verdadeira vocação é fazer as letras terem sua vontade revelada, quer em mim quer naquele que escreve transincorporado em mim. É bom e angustiante nunca conseguir terminar o que escrever. É a formação de um eu que não termina. O sorriso que não se afoga, a tristeza que só mostra, meu pincel de mundo paralelocruzado. Se pudesse, ficaria aqui sentado, sentindo, esvaziando, enchendo, mandando à merda, perdoando, falando sem parar, silenciando, desfavorecendo, desabrindo, fundindo. É o existirmos, e isso não ser tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-668095230481990050?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/668095230481990050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/daqueles-momentos-trecho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/668095230481990050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/668095230481990050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/daqueles-momentos-trecho.html' title='Daqueles Momentos (trecho)'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5669691054827757120</id><published>2009-10-05T00:53:00.007-03:00</published><updated>2010-02-19T15:55:30.835-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Dom Ingo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;lópez, plaza, playa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;charla y almuerzo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sol y camino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;china en sazones&lt;/div&gt;&lt;div&gt;muchas sazones&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sazones y sazones&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tú y el amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pizza e femeninas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;un abrazo&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5669691054827757120?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5669691054827757120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/dom-ingo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5669691054827757120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5669691054827757120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/dom-ingo.html' title='Dom Ingo'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6929807522628967782</id><published>2009-10-03T13:44:00.007-03:00</published><updated>2010-05-11T23:10:15.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>Big Bang Brasil</title><content type='html'>Há poucas semanas não sabia de nada. Trabalhando, vida nova dura cheia de novidades instáveis e mais as boas novas da nova cidade da fúria. Muito trabalho, muitas pessoas novas a conhecer, muito conteúdo novo pra comprovar e uma sessão de reuniões e aulas com vários dos atuais gerentes com quem tenho que me relacionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma semana assim: agitada pela emoção de aprender coisas novas. Concentrada no trabalho, nos novos conceitos e nas novas pessoas. Tudo anotadinho no caderno, apresentações em power point, perguntas e mais perguntas. Domingo e segunda feira em Montevidéu. Depois Campana, perto de Buenos Aires. Depois Buenos Aires. Depois Campana outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta feira, estava esperando pra conversar com um gerente que é responsável pela programação de uma importante fábrica de tubos da Argentina, a Siderca, que pertence à Tenaris, onde trabalho. Ele estava numa reunião e enquanto não chegava, abri o computador. "Hoje é a votação para a sede das Olimpíadas". Sem me dar conta, um frio na garganta e um certo arrepio tomou conta da alma. Fiquei frio, queria ligar uma televisão, queria estar ao celular com alguém lá, em Copenhague. Queria ver a cara das pessoas, o nervosismo, queria participar, tremer junto, torcer junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhava online no site do Estadão cada passo da votação. "Chicago eliminada". Alguns minutos depois, "Tokio eliminada". Já havia devastado todo o conteúdo do site sobre as olimpíadas, já havia lido e decorado os prós e contras de cada país, já tinha na cabeça a ansiedade de um torcedor ali, num estádio, ao lado da alegria em potencial. "Fim das votações. O resultado final será divulgado às 13:30".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angústia. A essa hora provavelmente o gerente já ia chegar. Às 13:00 chegou, um cara simpático e muito envolvido com as questões do trabalho. Comentei com ele sobre a decisão das olimpíadas, ele ficou contente que o Brasil estava na final. Começou a me explicar sobre sua área e foi interrompido pelo Diretor. Vamos almoçar. Na mesa, o gerente mencionou minha expectativa sobre a decisão da sede dos jogos e vomitei 3 das 10 toneladas de informação que havia lido 15 minutos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos do almoço e tivemos nossa conversa sobre as atividades da área. Não posso negar, foi muito interessante, aprendi milhares de coisas que tinha muita vontade de aprender e outras que nem tinha vontade de aprender porque não podia imaginar que existiam. 13:40, 13:50, estávamos conversando bastante. De repente, um milagre! Uma ligação telefônica interrompeu-o. Rapidamente abri o computador. Estava lá: "O Rio será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016". Na primeira página do Estadão, uma foto que parecia ter 1000 metros quadrados mostrava uma bandeira gigante estendida. Juro que da nuca à unha do pé, senti arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei no Chico Maia. Esse filho da puta deve estar lá em Copenhague. Abri o site, vi vários posts com palavras-chave relacionadas: "jogos, olímpico, Lula", mas estava tão nervoso que não podia ler nada. Queria gritar e cheguei mesmo a soltar uma tosse de emoção que evitasse uma explosão de choro. Respirei fundo, tremi o queixo, estiquei as pernas e fiz toda espécie de exercício para conter e controlar aquele maravilhoso desequilíbrio. O gerente termina a ligação. Contei sobre a vitória do Rio, ele me deu um caloroso parabéns. Voltamos a falar sobre o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, ainda tive mais 2 reuniões com outros 2 gerentes importantes. Aprendi tudo, escutei tudo calmamente. Lá dentro, latente, uma vontade de morrer de felicidade. Agora mesmo a sinto novamente. As reuniões terminaram um pouco antes do previsto e saí do prédio para ir visitar a uma amiga, em outro prédio no mesmo complexo industrial. Esperamos até que chegasse o ônibus que nos levava de volta a Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus me deixou mais longe de casa do que poderia. Eu desci de propósito uma estação depois. Não poderia chegar logo em casa, tinha que caminhar, caminhar e caminhar. Cheguei em casa. Não tenho televisão ainda, mas queria vozes, queria ouvir coisas. Abri o computador. Havia disponível um discurso do Lula. Um presidente que mostra emoções autênticas. Era um choro verdadeiro, eram palavras verdadeiras. Por cima de toda a canalha de indignações que um brasileiro pode ter pelo nosso país, era um discurso com o coração. Águas me saíram dos olhos, suaves e tênues. Estava só no meu apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez abri todas as páginas das notícias que encontrei pela frente, vídeos, fotos, textos, blogs. Devastei todo o conteúdo que pude em busca de contenção. Em busca de participação. Era quase um sofrimento, com tons de uma felicidade, de um orgulho pelo meu país, sem precedentes na minha vida. Não sei se o Rio estava preparado para ser eleito já a sede dos jogos. Mas eu seguramente não estava preparado para essa vitória. E que bom que foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acompanhei a decisão da Copa de 2014. Acho que foi até melhor. Se com as Olimpíadas, que são um evento em que o Brasil nunca foi destaque, fiquei como um pinguim nos trópicos, não consigo imaginar o que aconteceria com a Copa, em que o Brasil é a menina dos olhos. O Brasil vai ser sede das olimpíadas e da Copa. Queria estar lá no minuto decisivo da fala do Jacque Rogge. Fico pensando e sentindo e pensando e sentindo, e a ficha que não cai é o coração que não entende de onde raios vem essa alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais vão poder dizer, com ironia, que o Brasil é o país do futuro. Não sei se o futuro chegou, mas ao menos calem a boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6929807522628967782?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6929807522628967782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/big-bang-brasil.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6929807522628967782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6929807522628967782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/10/big-bang-brasil.html' title='Big Bang Brasil'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8085693287632562452</id><published>2009-09-30T19:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T00:41:00.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Petota</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Do outro lado do mundo existe uma flor que vai sair na neve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8085693287632562452?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8085693287632562452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/09/petota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8085693287632562452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8085693287632562452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/09/petota.html' title='Petota'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8174712798027443891</id><published>2009-09-27T22:36:00.002-03:00</published><updated>2009-09-27T23:00:06.059-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Literaudades</title><content type='html'>(estas pessoas lembradas de forma esquecida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem passeei pelo vento, sem explicação. Estava em serviço de utilidades até que me esparramei enquanto útil num envoltório musical. O palco e o cenário mudam, os compassos são o meu contra-regra. De Rosa um Café. Em Cristo, meu Requiem. Nas calçadas desse andaço sem fim e proposital, flores, personagens callejeros, algumas consultas, pouco barulho e a bola de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas que cabem em quatro linhas. A prosa também tem seus privilégios. Numa fila curta caminhava enquanto oito e quarenta alienavam. Que sociologia estranha nesse nove. Quanto material para pensar. Por que é tão fácil discriminar? Como é que faz, meu deus? Parece que certos humanitarismos precisam sempre de espera, de equívocos babacas precedentes, até fingir que se vê algo. Nesse instante, definitivamente o indivíduo é mais que a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que esperar três anos, mas ninguém sabe se sim. O filme acabou antes, inteligentemente. Deu pra nem jantar e um sono de quatro horas me levou a nadar, literalmente, me permito hiperbolizar. Em determinado momento, a música dos ventos menos passeáveis fez o J com T do guarda chuva transformar-se num objeto irreconhecível, mais ou menos como um desses gatos de raça quando se molham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada muito especial, até que escrevendo me deu saudades. No fundo, ainda quero acreditar que tudo isso é um grandioso e longo momento de descoberta. Mas é uma descoberta estranha, insípida. Queria sentir como se estivesse arrancando-me a pele, e na verdade não sinto absolutamente nada. Minha indignação comigo é racional, puramente. É devido ao que quero escolher ser. Às vezes até parece uma indignação fabricada. Mas não sei outra forma de ver as coisas. Mesmo que aceite que definitivamente não sou poeta ou escritor, nem observador da vida, esse gosto sem substância pelos detalhes que deveriam fazer-me brilhar os olhos não pode estar certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8174712798027443891?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8174712798027443891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/09/literaudades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8174712798027443891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8174712798027443891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/09/literaudades.html' title='Literaudades'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-2835255007852364436</id><published>2009-08-26T19:16:00.004-03:00</published><updated>2010-05-11T22:44:58.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Candiolabro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Claro, não fosse por isso. E quem é que ia dizer o contrário? Não é nada, senhor, pouca coisa aqui é. A maioria nem come nem é comida. Acaba e só.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só conseguia pensar em inferno. Pisando em ossos aventalhados sem nenhuma matéria, puro pensamento de talvez, ia fudendo a própria realidade até abismar o buraco em que se enfiava. De tudo um sei não e buscando aquela certezinha que pudesse vomitar depois, meio que desistiu, tirou a caçapa, voou 30 km pra cima e outros 11 anos pro lado, até se divertia o cara. Pisava em ossos agora de pássaros sociopatas. Uma psicose total, e cheio de consciência, como daquelas em que se sabe bem qual lucidez é necessária.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E só conseguia pensar em boiada, pisando em ossos aqueles bois todos fugindo bem devagar e com cara de pressa. Ela nem sabia porque eles faziam cara de pressa, se andavam tão devagar, ora! Melhor era mesmo sentar na beira daquele silêncio sem muita fé e ainda girando continuadamente o candiolabro doido. Quer coisa mais doida que um candiolabro doido? É bem provável que nem exista, mais além de que nada nunca nem exista. Um osso atrás do outro, uma porção de caveiras massacradas pela vagareza, gente sentada e andando na beira. Perguntavam pra Deus umas perguntas de dúvida, e aí rapidinho chegava o candiolabro. Meio maluco, isso, eu sei, mas uma verdadeira responsabilidade não pode deixar de cavar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A minha doença era o inferno, se é que ele não é claro pelas labaredas. O ruim do inferno é o fogo escuro, tipo o amor de Camões. De repente tem amor lá, esse amor é tão esquisito, pisa nos ossos e tudo, é todo lento e cheio de gente dentro dele e no fim ainda nem é fim. Se me pedissem pra existir eu dizia que sim, tenho curiosidade, mas se me pedissem pra amar, talvez seja melhor não conhecer o início nem o meio. Só o fim, que não tem, esse dizem que é legal - eu gosto dos que dizem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela falava como um verme, ugh! Podia ao menos ser pequeno, fingir ser minúsculo, sem êxito. As intenções valem muito, uma igreja premiou muito tempo as intenções e quer continuar. No inferno acho que tudo que se compra e vende é com intenções. Ou é o contrário, ela vive dizendo outras coisas sem importância que misturam os ossos. Um monte de leões imprevisíveis, de pelo clarinho e uma juba bem bem grande, tanto que nem diziam que tinha juba, diziam que tinha corpo. E a leoa era sem-juba-com-corpo, mas o sem-juba vinha primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo assim eles conversavam um monte. Pra tentar sair, né? Não é todo dia que uma merdinha faz barulho de moto de verdade, tinha que subir pra ver os 30 km do alto e voltaram no tempo aí. Óbvio que foi sem querer! Se tentando de coração não dava, a resposta só podia estar no candiolabro, essa peste primorosa. Se nós fôssemos incondicionais, poderíamos ser só juba, sem corpo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(continua...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-2835255007852364436?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/2835255007852364436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/candiolabro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2835255007852364436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2835255007852364436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/candiolabro.html' title='Candiolabro'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8273977564778982087</id><published>2009-08-25T14:54:00.002-03:00</published><updated>2009-08-25T14:55:39.966-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HaiKai'/><title type='text'>Hai Hai Kai</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;sem língua&lt;div&gt;não há&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pensamento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;falei com deus:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quem cala&lt;/div&gt;&lt;div&gt;consente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e agradeci&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem sentir:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;obrigado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8273977564778982087?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8273977564778982087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/hai-hai-kai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8273977564778982087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8273977564778982087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/hai-hai-kai.html' title='Hai Hai Kai'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1384278840542205801</id><published>2009-08-25T14:50:00.004-03:00</published><updated>2009-08-25T14:54:28.253-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HaiKai'/><title type='text'>Haikai IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;duas vezes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;confusão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mais confusão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;perdoar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;é mais que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;perdoar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;o sono&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;alma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;em segredo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1384278840542205801?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1384278840542205801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/haikai-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1384278840542205801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1384278840542205801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/haikai-iv.html' title='Haikai IV'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8491231852238060049</id><published>2009-08-15T22:29:00.005-03:00</published><updated>2010-05-11T18:38:18.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Lentania</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;("...um desses anjos tortos me disse pra ser gauche... eu aceitei.")&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ventania lenta da vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a vida lentania&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;um vendaval forte, sagaz, disperso,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;cheio de doçura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e lento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;lerdo, devagar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;um vendaval lento é a vida lentania&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a lentania&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e quem dera uma esperança&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;não me chamasse pra dançar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;quem dera a ânsia não me induzisse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;esse baile de máscaras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a ponte, a brisa, o tempo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nada disso vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nada disso, vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;vida, nada disso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nada, vida, disso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nada nada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;o sonho, a felicidade, os enganos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nada disso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a música, o sarcasmo, a neologice&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;saudade, dúvida e vontade de querer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;disso nada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;você por aí que na esteira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;descontrola tua certeza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;você por aí que no segredo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;está salva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;apaga a ventania lenta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;dessa vida lentania&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;acende a marca a sede a mina a gosma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;apaga a nuvem estóica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que meu grito quer parar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8491231852238060049?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8491231852238060049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/lentania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8491231852238060049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8491231852238060049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/lentania.html' title='Lentania'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6432563114776192524</id><published>2009-08-14T01:17:00.011-03:00</published><updated>2009-08-17T20:07:46.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>Confutatis Benedictus</title><content type='html'>&lt;div&gt;Não é só a quantidade que assusta, é a qualidade, a variedade e o quanto parece que desistir é o único caminho que chega a algum lugar. Mas se um dia filosofar foi percorrer o caminho, em vez de ir ao céu, quem sabe é isso mesmo. A internet, ou melhor, o conteúdo da internet, é o zenudismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comecei pelos sites normais: jornais, alguns em inglês, outros em espanhol, outros em português. E cada dia vem uma supresinha nova, um design, um novo recurso. Até hoje não tinha explorado bem o tal RSS, que tem cerca de 5 ou 6 possíveis significados dependendo da fonte, algo como as falsas etimologias de "fuck", que são várias e que aliás estão muito bem ilustradas em &lt;a href="http://www.dictionary.com/"&gt;www.dictionary.com&lt;/a&gt;. Experimentar a orelha "Encyclopedia" é um luxo: já disse, não só pela quantidade do conteúdo, mas porque é um conteúdo visto, revisado, estudado, possivelmente melhor do que 70% dos bons livros que se compra com papel moeda nas livrarias por aí (que começam a ficar interessantes mais pelo contato com as pessoas dentro delas e do que pelos livros que contêm).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também um pouco antes visitei o cambridge, uma busca mais eficiente de palavras, já que não te abre 45 significados e universos de pesquisa - que, aliás novamente, é o que to tentando descrever por aqui. Lá descobri um tal &lt;i&gt;thesaurus&lt;/i&gt;, um brinquedinho virtual que coloca ligação entre uma palavra e suas correspondenes primas, irmãs e tias solteiras. Verdadeiramente um espetáculo, assim de ficar horas assistindo e não cabendo na cabeça como ainda é possível inventar coisas novas de maneira a que realmente se pareçam novas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois passeei pelo site do DHL, lá me dei conta que a Tatiana Cuadrado havia assinado a confirmação de entrega de um envelope que mandei pro exterior. Lembro dela, vagamente. E o nome dela apareceu lá, tão claramente a ponto de poder mandar um email dizendo: "olha, entrega logo aquele troço pra ele, é importante". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que no durante também foi possível entrar nos resultados trimestrais de algumas empresas, sauditas e latinas, tanas e canas, pdf's e html's aos montes. É verdade que não me detive muito tempo, mas foi outra oportunidade pra anotar algo que a gente fica se dizendo que vale a pena aprender. Encontrei um blog da &lt;i&gt;Petrobras&lt;/i&gt;, que na verdade era um link equivocado do site do Paulo Henrique Amorim. Lembram dele? Desde a época da Globo... agora ele inventou um tal de PiG (Partido da imprensa Golpista, imprensa com "i" minúsculo mesmo) e mete lenha na fogueira indiferente dos seus ex-empregadores e outros, até o Estadão tá no meio. A censura e o ataque ao Sarney, tudo é uma grande comédia da imprensa golpista pra machucar o senhor feudal, que interessa ser ferido. Até o gordinho Jô ficou dentro do piseiro. O curioso é que fiquei sabendo do PiG por causa de outro blog (&lt;a href="http://www.orlandobarrozo.blog.br/"&gt;www.orlandobarrozo.blog.br&lt;/a&gt;), que fala sobre temas de tecnologia em geral, muito bom aliás. Mas mais curioso é que isso estava numa seção de frases do blog, frases de filósofos, políticos, pensadores, o Orlando é um cara que escreve muito bem e tem uma visão ampla dos efeitos da tecnologia em outros assuntos. Mais bizarro que tudo, no entanto, é que o nome PiG só surgiu porque uma besta entendeu errado o autor de algumas frases (confundiu Thomas Jefferson com Roberto Jefferson e já saiu partidário dos anti-PiG, dizendo que não ia mais assinar a revista Home Theater, que é dirigida pelo Orlando gente boa).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por esse equívoco bizarro, acabei explorando o site do PhA e descobri a veia anti liberalista dele. Que bom que ele trabalha pro Edir Macedo, pelo menos algo da confusão é coerente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meio cansado já de tudo isso voltei a buscar uma leitura diferente, acabei lembrando dos meus favoritos e encontrei o blog do nada silencioso moreira. Uma pena que não se possa ser justo com a boa literatura e a boa arte imediatamente. Van Gogh teve que morrer pobre - Picasso e Dali não - ainda é difícil entender o mecanismo dos mecenas no Brasil. "Drummond que não é poeta de livros, mas de poemas", lembro disso perfeitamente. Mesmo assim abrindo esse acabei abrindo o lins caldas e descobri uns contos que me fizeram lembrar Rosa, o Guimarães. Me pareceu interessante, porque lembro ter escutado na Rose (não na Rosa), [falando sobre a palavra "estória"], que "o Guimarães ajudou a publicar essa bobagem".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foi aí que descobri outra pérola do mundo dos blogs. O sabe de uma coisa, Flávia Brito, que lá não se deixa ver o rosto senão por metades, retrato parecido ao que se encontra nos textos. Por primeira vez encontrei algo em internet parecido ao que o Efraim Medina fez em 2003 em É&lt;i&gt;rase una vez el Amor pero tuve que matarlo,&lt;/i&gt; que inicia alguns capítulos com uma música no cabeçalho. Foi como estar acostumado a filmes do Chaplin e de repente ver Ben-Hur: os dois geniais, mas a revelação trazendo certa acidez agradável. A combinação de texto e música, certa inocência escondida pela forma original com que escreve sobre a inocência, a beleza estética do blog, realmente vai aí o repeteco: a qualidade, meus caros. Quanta qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é duro, é muito duro tudo isso. Há mundos e mundos e mundos por ler, e vamos lendo e esquecendo e lendo outra vez. A dinâmica da teia maluca me faz ser cada vez menos capaz de buscar um só assunto. Tudo gira, tudo em tudo, tudo é chave e tudo é fechadura. E tudo interessa, tudo pode interessar. Não dá pra parar, não dá pra morrer. A história sem fim e a história de Borges sobre o homem que não esquecia de nenhum detalhe dinâmico. Nunca foi tão palpável, apesar de virtual, a orientalidade dos tudos universais que se conectam e que dizem que o Si-Próprio e a barata são o mesmo e único ponto nu desde o nunca-nirvana. Zenudismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6432563114776192524?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6432563114776192524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/confutatis-bendictus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6432563114776192524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6432563114776192524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/confutatis-bendictus.html' title='Confutatis Benedictus'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5043577435019205890</id><published>2009-08-09T20:02:00.002-03:00</published><updated>2010-05-11T20:28:12.763-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Sad Sunday</title><content type='html'>sad sunday&lt;br /&gt;with sun&lt;br /&gt;without sunrise&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;salty star far from sea&lt;br /&gt;stay in the middle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;see what I say?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5043577435019205890?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5043577435019205890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/sad-sunday.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5043577435019205890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5043577435019205890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/sad-sunday.html' title='Sad Sunday'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-3176861676551717776</id><published>2009-08-04T12:37:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:07:54.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Para Tija</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Conviver em paz com Bandini e Samuelson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-3176861676551717776?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/3176861676551717776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/para-tija.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3176861676551717776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3176861676551717776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/08/para-tija.html' title='Para Tija'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' 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bonito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e um gorro ansião&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e uma bendita nota de 20 dólares cortada na ponta&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-2946618874833761899?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/2946618874833761899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/san-telmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2946618874833761899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2946618874833761899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/san-telmo.html' title='San Telmo'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-5260900852843290405</id><published>2009-07-20T19:03:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:06:45.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Argumento</title><content type='html'>&lt;div&gt;(Francisco Alvim)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se todos fazem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-5260900852843290405?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/5260900852843290405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/argumento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5260900852843290405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/5260900852843290405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/argumento.html' title='Argumento'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-4489783369014563324</id><published>2009-07-16T22:08:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:09:37.293-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e Crônicas'/><title type='text'>Aires economicus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sn-hSuyZKoI/AAAAAAAAAE0/HPEooPoS3Zk/s1600-h/Miguel+Ornia-Blanco.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 167px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sn-hSuyZKoI/AAAAAAAAAE0/HPEooPoS3Zk/s200/Miguel+Ornia-Blanco.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368186624018033282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;- El de la vitrina, por favor.&lt;div&gt;- El de la vitrina no lo tenemos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pero si está en la vitrina lo tenés, no?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- No, no lo tengo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O sea, que la vitrina muestra lo que no hay...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Y sí...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Y no me puedes dar el que está en la vitrina? Me parece que ese lo hay.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lo que pasa es que quien arma la vitrina es otra persona, sho no puedo entrar ashá y sacarlo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ni siquiera si es para venderlo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- No, ese es para la vitrina, nada más.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-4489783369014563324?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/4489783369014563324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/aires-economicus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4489783369014563324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4489783369014563324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/aires-economicus.html' title='Aires economicus'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sn-hSuyZKoI/AAAAAAAAAE0/HPEooPoS3Zk/s72-c/Miguel+Ornia-Blanco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1995131368002678535</id><published>2009-07-14T01:55:00.003-03:00</published><updated>2010-05-11T19:57:34.584-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Sem Apesares</title><content type='html'>(13 de janeiro de 2006)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vindo depois logo de uma masturbação – metafórica, inclusive. Imaginando a fala que quase liberta, horizontalmente amenizada pela ridícula prudência que a paralisa para as ponderações insaciáveis do day-by-day. Ah, meus caros, quanto não devemos fazer isso. Jamais, nunca, em hipóteses nenhumas. Sem apesares. Sem-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem histórias, por hora. A lembrar porque costumava não gostar tanto quanto devia ou podia das histórias, vêm no cerne que contar é falar do que é fato. Ainda que haja o enfeite do fingidor, é uma rememoração, e como tal, some-se o abstrato delicioso que não vai a lugar algum. Como o existir. Que histórias há para que se diga o existir? Pensar no existir somente com a imagem escura e translúcida desta única palavra: existir. E se novamente a memória e as torrentes sentíveis vierem, pronunciar com a alma: dexistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior medo é sempre o de crer demais. A crença exagerada protege-nos de ver. Não o ver ver, mas o ver profundo, o ver. Não o propriamente dito. O outro. Acreditar demais em algo assegura-nos o que nós mesmos não asseguramos nem podemos ou poderemos assegurar jamais. Não porque sejamos incapazes, não porque não há como isso ser feito, não porque a realidade não abarque tal possibilidade. Simplesmente pelo não-acontecimento: acreditar por mais tempo é mentir. Aí está o “Ser é fingir-se” mal compreendido de Pessoa. Aí está um deles. Pode-se ser durante muito tempo, muito tempo, talvez até mesmo para sempre. Mas acreditar nisso por muito tempo, permanecer sentindo o furor desta verdade, isso é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se entender o sentimento que é eterno sem ser. Há que se passar pelo coração das coisas, a coisa-nós, que em determinado instante algo impressiona não por sua infiniteza, mas por sua durabilidade. Não é que seja de fato durável, é apenas que parece absolutamente e de quaisquer pontos de vista, naquele momento, durável. A eternidade de que falam boa parte dos humanos não é aquela que realmente tenha tempo infinito ocorrendo. É, antes, a que se refere à sensação mundana do querer para sempremente. Sensações, quase tudo são sensações. Agora, se as sensações imitam o fato do mundo, essa é uma outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho a sensação de que acredito na poesia sempre. Mas não sei falar o mundo por ela. Não o mundo do asfalto, do bombom, do palco, do verbo, da acontecimentização. A poesia em que acredito sempre está ligada a uma espécie de nada, ao algo de dentro que por vezes falam alma, coração, espírito, âmago, essência, coisa, algo, si. Mas não é bem nada disso. Nada, de novo. O que minha poesia quer falar, o que minha poesia consegue falar, é da profundeza que não cabe no ser humano. É o cantar dessa raiz, que não esgota tema algum, mas o encarece, o enriquece, sem enaltecê-lo. Pode ser mesmo uma descrição, um destrinchamento. E foi aí que me passeou o apesar. Porque não existe o “apesar de que a poesia não consiga”. Não há o Nietzsche que morreu louco e sem saber viver, não se concebe a classificação de revolta sobre o espírito revoltado de Kurt Cobain. Não se imagine apesar. Era isso e é isso. Não há prós e contras, há algo tão acima disso que torna a tensa linha de julgamentos um irrisório invisível. Como o preocupar-se com a quantidade de bolinhas já estouradas nos plásticos dos eletrodomésticos: pode-se vê-las, contá-las e até mesmo ser bonito a apreciação desse detalhe. Mas em boa parte dos momentos, é absolutamente irrelevante. Não é que se deva parar de julgar, é observar a sutileza de que se julga muito mais do que isso merece acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito que não consigo resolver, no entanto, apesar desse estranho sentimento de que o dito ali está bem, é que o mundo parece levar-nos sem querermente para o julgamento. O comprar, o namorar, o enciumar-se, o ouvir, o refletir, o ler, as ações, mesmo incomuns, mesmo os pensamentos diferenciados, mesmo a alma elevada, mesmo a iluminação estão carregadas com aspectos julgamentativos. E isso vem o tempo todo, sem libertação. Nunca iria desistir de uma idéia pela simples possibilidade de ela ser absurda. Que seja absurda, então, mas que se saiba onde está exatamente e precisamente o absurdo. Apenas não conseguir enxergar outro mecanismo não pode trazer-me verdadismos. Por que o mundo quer ser tão diferente do que os ideais de filosofia, religiosidade, iluminação, sabedoria parecem pregar? Onde está a harmonia da morte, se ela causa tão freqüentemente, e com justiça, a sensação do absurdo, do injusto, do torto? Não me venham com essa conversa de apenas uma passagem para outra existência. Há algo mais que isso, deve haver algo que explique, que justifique, ou ao menos que se encaixe nessa idéia horrorosa de fazer-nos sentir a revolta. Por que somos capazes da revolta, do sentimento de injustiça, se a naturalidade de uma passagem é tão isso mesmo: passagem? Por que tanta incompreensão de nossa parte, se essa incompreensão está assim, simplesmente errada? Coisa conflitiva aparecendo mais uma vez: por que embutir no antro das nossas possibilidades, da nossa infinita variedade de sensações, essa de que algo foi errado? Veja que os números naturais são infinitos e nem por isso existe dentro deles o 0,25, o raiz quadrada de dois ou o vetor. Poderíamos continuar com a infinitude e com a beleza de nossa ampla capacidade de sentir e ver as coisas sem esse aterrorizante fato de que estamos submetidos à eterna desconfiança acerca das coisas que têm fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode uma sociedade emburrecer a ponto de criar leis, regras, maneiras de se fazer? É natural que isso aconteça, é natural que seja assim, mas por quê? Se há a beleza, que mal haveria em estar sempre bela? O mundo aparece nessa tortura de não se deixar ser, o mundo não vê sua própria desonestidade e, pior, ele parece saber o que faz. Há sempre, por cima daquela citada desconfiança, uma outra desconfiança de que no fundo é isso, como é, que é. Que Pangloss se ria, pois agora não é o melhor dos mundos possíveis, é que não se pode elucubrar sobre um outro. É uma perda de tempo total, é um devaneio solto. Não falo da imaginação, da criação literária, artística, humana. Falo da insistência, do esforço colossal em se negar, em ser cético. Permaneça um tempo respirando e creia, não é difícil. Por que não experimentar a crendice? Não é estúpido, e não é simplesmente porque está aí, existindo. Não pode ser estúpido. É o mundo, é o acontecimento. Julgá-lo é recusar, é apesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É terrível a mim ter que dizer isso, mas há pensamentos que deveriam ser totalmente destituídos de exemplos. Uma história que se conte quebra a universalidade da idéia, ainda que esta não seja universalmente transmitida nos ditos abstratos de fórmulas gerais, de palavras genéricas, de poesia. A história é didática, é um encaixe, mas um encaixe que mais serve a quem profere do que a quem ouve. Contraditoriamente, quem não fala exemplos, quem não cita o aplicável, está sendo cruelmente desonesto: executa o que não pode executar, fala do que não sabe, finge o que não pode fingir. Aquele que profere, que explana, tem que esclarecer a si mesmo, em cada instante, o que vai falando. Não para clarear as mentes aprendizes, mas a sua própria, que não pode existir clara sem que haja na fala sua compreensão. Antes de proferir, no entanto, a história pode e deve ser evitada. O momento da reflexão pura pode muito bem ser acompanhado apenas do jogo abstrato da respiração. A libertação das histórias, dos exemplos, a liberdade de se compreender sem precisar recorrer ao mundo físico, espiritual, imaginário, a nenhum desses mundos possíveis. Apenas ao jogo do silêncio, como o que Hamlet estragou ao dizê-lo (inserindo-o num mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda parte está algo que nos diga. Em tudo está o ser. E, no entanto, quanta mentira. Apesar disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1995131368002678535?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1995131368002678535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/sem-apesares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1995131368002678535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1995131368002678535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/sem-apesares.html' title='Sem Apesares'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-6796396148252014812</id><published>2009-07-14T01:16:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:10:29.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>A Ânsia de Fatos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;Da angústia de não querer chegar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Saindo da vida antiga e de uma visita à família. Tenho almofadas duras na garganta. Contaram-me coisas, me viveram coisas demais. Como faço, meu Deus? Como faço pra absorver esse tanto de dentro, essa sede de tantos sentires, essa fome de mais se tem descontrole no muito que há?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Cheguei de uma aventura cartagenera, tentando assimilar a despedida de quase 3 anos de convivência com o primeiro país fora do enterro do meu umbigo. A Colômbia que marcou tanto minha existência que levo dali uma promessa de esposa e de mãe de meus filhos. A Colômbia onde a farra e loucura, o crescimento e a solidão, a escrita e a realização desenrolaram processos mutativos e viraram do avesso como se o avesso não fosse oposto. Essa despedida, da presença de um Hércules sempre presente, de um sábio que com tão poucos abraços tão muito me afagou o espírito; despedida dessa inocência solene e sem querer, distância de intimidades por metro de ouro cavado na goela, da orla caótica da beira de um bang, do fim da picada da ausência de mim, da ânsia de sempre na moda e na beleza da alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A alma. Que ainda tentando encontrar seu caminho, que depois de vivendo caçando sua lua beleza, não pára menino, a velha chica neniña. Sofrimento. Disse meu pai que quanto sofrimento passamos pra chegar ali, naquele instante sagrado. Aquela voz de louvores, a palavra e a lágrima, quanta lágrima, lágrima que é incontável como água, 2 lágrimas, 3 lágrimas, 4 águas. Sem barulho, choro e piadas, abraços em multidões de passados lavados a régua de meio-dias. Assado na bulha da pressa de já, fagote do termo que ao fundo tocava o trombone, o fagote tocando trombone, o fagote. O trombone apertando, que dor, céus, que dor incrível, e que deleite essa dor, que incompreensível provocação do espírito de dentro da alma. O intelecto esquecido e a lágrima, outra vez essa bendita, imersa na dureza dos narizes, as duas coisas desse povo firme: narizes, batatas e lágrima. Prestem atenção. A vontade e a força, a potência grande que consegue ir, consegue chegar, sem saber aonde chegar, chegar. E pobres jovens incompetentes tratando de fazer menos que só sentir, sugando de si e dos outros uma pomba de vaga da altura de um arranha-céu que risca o azul pra deixar essa marca gigante por cima do cérebro. Os olhos estão para frente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E antes o encontro amoroso, uma certa injustiça pouco pensada, preconizada com ares de Salomão, e o amor e respeito, integridade de um, foi maior que o simples desenrolar de fatinhos. O pato da espontaneidade mergulhando em detergente, a promessa fortuita da carta de volta, o lenço tentando limpar essa lágrima seca, soluços impossíveis perto da escada, quanto abraço faltou, quanta falta de conexão onde antes foi um banho de lua a felicidade vivida. Nenhuma sedução, a espera da natureza em ordem divina, e até a inveja de tanta tranqüilidade por trás dessa coisa inquieta dizendo que não. No escuro ou no caminho, dada ainda uma sombra de foco, mesmo um xixi sozinho fazendo pensamento de cínico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Só que a despedida ainda acontecendo, e sem digerir esse sonrisal de vida, explodo em pedaços mal tirados pelo chão dos momentos. Os tios, os primos, a devoção da ligação da família. Minha família, é isso? Por que me quis distanciar e por que agora isso não faz sentido? E venho a escutar música dentro da poltrona vazia e monte venegas me deixa ainda mais sem inspiração e querendo 10 parágrafos mais de pouca loucura desenfreada, elegia de falta de virtude. A dança, tudo isso é como uma dança de fatos, e o tédio que presencia em dias parece relegado ao ínfimo do grosso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;Ainda uma conversa no carro, 3hs à vontade com aquela presença que no normal e no antes era acompanhado de incômodos gargarejos e lampejos de ovos. Que grito, que opressão ao velho caduco safado do medo, nada disso importava e agora sim não importa mesmo, no agora. Uma lucidez tão linda, tão plácida. Uma descoberta, mais descobertas desse coração que também é meu, que difícil entender tudo isso assim tão no pouco tempo, há pouco tempo, não posso chegar. E a despedida pelas veias dos dedos, a unha crescendo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;devagarinho enquanto a digestão da laranja e do feijão, o adeus gosmento de uma vida que precisa continuar. Semideuses, ajudem a que essa esperança não fique guardada no subsolo, que venha ao desnível das praias da essência. Anjinhos e divindades do fogo sagrado, vegetais unidos e prismas antigos de 1993, apaguem esse excesso de luz e deixe feliz a essa angústia de não querer chegar. Ainda falta, ainda falta para chegar.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;Sonos cansados ou choros de ninos, depressões esganiçadas na falta de bateria, a noite mal terminada por sorte, pura sorte. Uma dor infreável por ter esquecido parte do meu pretérito, por não saber nem quando nem onde foi que se queimou aquele cabelo. E quem era o responsável no colchão, quem gastou esse verbo em ação fazendo salvação como se fazem poemas em filmes bons. Quanto perdão, quantos porteiros amaldiçoados e mães doendo a perna da queda veloz e pranto na manhã seguinte e isso tão pouco lembrado, tão pouco superfície. Exclamações, será que uma vida precisa ser vivida em todas as suas gotas? Será que o desprezo involuntário por medo de sofrer não permite essa ausência presente? E por mim que faço? Fico aguardando que cheguem latins em forma de pensamento dizendo nesse coração vivido e nem sempre lembrado que aqui dentro sumiu uma parte que existe.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;Não posso chegar. Ainda não posso chegar.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-6796396148252014812?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/6796396148252014812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/ansia-de-fatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6796396148252014812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/6796396148252014812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/ansia-de-fatos.html' title='A Ânsia de Fatos'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-7993509439674370990</id><published>2009-07-02T11:08:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:10:29.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Homo et Circenses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Um circo. É. Um circo. O circo é uma felicidade. Já reparou que no circo tem um monte de coisas? A palavra que mais se associa a circo é "incrível". Com exclamação. Sim, pois imagine a quantidade de coisas espetaculares ("o espetáculo vai começar") que há num picadeiro. A dança, a coreografia. Os trapezistas, veja que maravilha os trapezistas. Eles giram, mil vezes eles desgiram, balangandam as pernas torneadas num equilíbrio torto e perfeitinho. E não caem nunca! E mesmo os clássicos e manjados Globos da Morte, como crer que 4, 5 ou 6 motos andam num globo minúsculo sem se esbofetearem? O show dos dançarinos que se empiramidam, tudo tão incrível, tão difícil, tão oh. Muito oh. O circo é uma maravilha, num circo não se vê a hora passar, circo é sinônimo de diversão na certa. Circo é criança, circo é barulho de menino querendo ver mais. Circo é brinquedo, é doce, chiclete, pirulito e maçã do amor. Circo é quermesse, é festa junina, é bagunça. Tudo no circo é incrível. Dá vontade de ir nele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Só que, futucando bem, ninguém é lá muito chegado em circo. Ou melhor, é legal o circo, mas se não tiver também, paciência. Eu é que não vou morrer por não haver circo em minha vida. O circo é incrível, mas de certa forma, desnecessário. Quem se importa com os trapezistas? Quem quer saber, quem quer realmente saber como se faz uma pirueta? Quem liga pras graças sem graça dos palhaços que fazem sempre o mesmo riso? Vamos, diga-me, quem se atreve a dizer que sem circo a vida é mais incompleta? Quem deixa de amar ou fazer cocô porque não tem circo nas províncias das redondezas? Ora vamos, passear num circo é divertido, se ele não vem por 10 anos, quando vier é uma felicidade, mas enquanto isso tudo bem. É. Tudo bem. Ninguém chora porque o circo não está. É incrível, ok, mas não vou ficar me peleando porque ele não está. Não está não está.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SkzHT9vCL4I/AAAAAAAAAD0/M8xFProcrog/s200/O+circo+(Georges+Seurat).jpg" style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353873202839957378" /&gt;Há pessoas que são circo. Eu sou um circo. Direitinho um circo. Ninguém entende muito bem um monte de coisas que eu faço e vivem me dizendo que eu sou incrível. O circo não vem pra ficar. O circo vem pra impressionar. Depois ele vai embora. Mesmo porque se ele ficasse, as pessoas iriam parar de ir nele. É, porque o incrível enjoa. As cambalhotas, a gente enjoa delas. Ou, antes de enjoar, ainda que sendo muito bacanas, não nos faria faltar no trabalho, deixar de visitar a vó, sair de casa doente. Um circo é legal, mas e daí? Se puder ir, bora, mas só se der. Se não é melhor fazer as outras coisas. O salto triplo faz boquiabertas, mas ninguém está no mundo pra degustar as boquiabertices. Estamos aí pra ganhar dinheiro, passear com os parentes, fazer amigos, ter um cachorro, cuidar de alguém que se ama. Até fazer nada, às vezes, é mais prioritário do que ir num circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Não é uma crise, é um lapso. O circo não está em crise, ele é assim mesmo. Não é que as pessoas não vão mais em circo como antigamente ou, pior, que as pessos um dia vão entender o verdadeiro significado de um circo. Nada disso. O circo é isso mesmo. Parou aí. A questão é que eu não quero parar aí, e pra isso vou ter que deixar a vida de circo. Vou ter que parar com minhas cambalhotas pro público, vou dar cambalhotas quando precisar delas num jantar de fim de semana. Não se conquista ninguém com piruetas, mas as piruetas ajudam a confirmar o sorriso. Ninguém se apaixona por um circo ou por um espetáculo, mas fica lá a marca da lembrança, da idéia, da vontade de querer fazer aquilo também, de poder ir lá perto e assistir de novo. Apaixona-se pela fantasia de piruetar, de ser o próprio trapezista. Ninguém quer ser como um circo. Quer-se, no máximo, ser como alguns personagens do circo por, no máximo, alguns instantes. O circo sempre vai embora e sempre vão embora dele. Ele desmonta a barraca entulha as bugigangas no caminhão e segue viagem. Pro mundo. Eu quero ir pro mundo, mas não quero ir embora dele. Quero ficar. Porque o mundo é o meu lugar, não o circo. Não porque eu não dou para essa vida de circo, mas simplesmente porque circo não é lugar. O circo é outra natureza, e as ficções de Borges que ajudem a nos abrir os olhos. Viver com o circo, mas não "para" o circo ou "no" circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O pulo, a capoeira, o músculo, a rapidez, o movimento, tudo isso acaba quando se tem 80 anos de idade. Mas fica o nós. O eu. O você. E nessa hora tem um punhado de coisas que importam mais do que acrobacias. A alma, a essência, o cerne, sei lá. O amor que se tem por alguém não é pela acrobacia, é pela essência. Fazer acrobacia pode ser um grande modo de esconder. Do acrobata, do piloto de Fórmula 1, do jogador de tênis ninguém conhece os pensamentos, os desejos, os defeitos. Ninguém sabe o que o trapezista pensa do aborto, do amor aos pais, da corrupção, da acidez excessiva da coca-cola, da bipolaridade norte-sul-rico-pobre do mundo. Ninguém sequer imagina a opinião do motoqueiro do globo da morte sobre a educação das crianças, sobre a poesia de Drummond, sobre o desempenho de Michael Jordan no último Bulls X Knicks. Eles estão lá, no palco, no alto, no vento. Não são gente, são acrobatas. Servem para acrobatar. Eu não sou um circo, mas tenho um circo dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É claro que com boa parte das pessoas eu não passo de um circo. Ainda que tenham lá certa desconfiança de que sou mais que isso, o que fica normalmente é o passeio divertido. Mas o interessante é que tem uma porção de gente que só quer outra coisa, porque nem conhece o circo. Nem sabe do circo. Circo? Que circo? As avós são assim. Elas não têm a menor idéia dos livros que lemos, da inspiração, da intensidade, da música que há dentro. Elas nem imaginam, concretamente, a alegria de viajar e conhecer gentes malucas, o desejo de ir contra a tradição, a horripilância que temos do catolicismo e das religiões, a matemática que já cultuamos um dia, a ciência com que nossos cérebros querem pensar os sentimentos que temos. E daí? Elas chegam e dizem que nos amam de todo o coração, e enchem os olhinhos de saudades de lágrimas bobas querendo que fiquemos mais. Não dão presentes, não ligam toda semana, não ficam preocupadas que não vaiamos às missas. Elas não perguntam nada, não querem saber de nada disso. Mas gostam que estejamos por perto, gostam de dar-nos comida e colo. Gostam de ver o carinho por elas. Elas nem sonham com o circo. Nem sabem o que é o circo. Elas achariam aquilo tudo muito ridículo. Mas nós não. Elas não acham incrível. Elas simplesmente amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O circo passa. O eu fica. Os dois juntos. Um não vive sem o outro. Mas quando o um fica maior que o outro, dá serripolhina, escangalhaço, chatocrinina, mulapastebo. Não dá pra entender nada. Aí é que eu me chamo e dispenso as cordas e o narrador. E me dou as boas-vindas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="color:black;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-7993509439674370990?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/7993509439674370990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/homo-et-circenses.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7993509439674370990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7993509439674370990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/07/homo-et-circenses.html' title='Homo et Circenses'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SkzHT9vCL4I/AAAAAAAAAD0/M8xFProcrog/s72-c/O+circo+(Georges+Seurat).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-7341854314570615497</id><published>2009-06-29T21:50:00.001-03:00</published><updated>2009-08-17T20:05:38.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Riso'/><title type='text'>Bápiripupi???</title><content type='html'>Há alguns dias atrás Joa recebeu um desses links a vídeos curiosos. Era noite e enquanto ela via o vídeo, um eu famito ligava a uma pizzaria e garantia o jantar do dia.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Veio do nada uma sequência de risos, dessas gargalhadas naturais que acontecem quando algo é engraçado inesperadamente. Era um vídeo curto, então ela repetia e repetia e repetia o vídeo, e parece que a cada vez descobria um detalhe cômico novo (já notaram que quando você começa a admirar certa coisa, a atenção que dá a ela faz com que observe minúcias desprezadas por quem apenas olha a tal coisa? pois é, isso).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que eu também fui ver o vídeo, mas não tava com o humor adequado pra achar graça. Mas vá lá, vamos ver:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9c6ffb0f1ccb7c13" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v18.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9c6ffb0f1ccb7c13%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331418494%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3DD9652226C6EBCBFE234127E8C456B0C83E89EA6.EB777984BB6B787EAF8C0107C2C208B469030CE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9c6ffb0f1ccb7c13%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D9HThXoJzV76Vbifv_awHv41hZ88&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v18.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9c6ffb0f1ccb7c13%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331418494%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3DD9652226C6EBCBFE234127E8C456B0C83E89EA6.EB777984BB6B787EAF8C0107C2C208B469030CE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9c6ffb0f1ccb7c13%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D9HThXoJzV76Vbifv_awHv41hZ88&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No início não tinha entendido muito bem o que tava acontecendo. Mas na segunda vez a dúvida deu lugar à graça. Joa chorava e imitava insistentemente o gordinho. Incorporou o personagem. No meio da história chega a pizza e Joa se levanta aos prantos gargalhados pra receber a encomenda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis então que algo fabuloso aconteceu. Perguntei:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amor, quanto custa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela, com aquele sorriso depositado pelas 342 vezes em que viu o vídeo, olha pra menina que entregava a pizza e pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Babiripupi?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não podia acreditar naquilo. Primeiro, quem é que faz brincadeira com um entregador de pizza? Acho que a única vez que ri por causa de um entregador de pizza foi quando meu amigo Eribaldo, depois de terminar de fazer seu pedido por telefone, disse ao atendente: "Obrigado, um abraço!". Depois, a cara que a menina fez, céus, impagável. Deu um banho no bigodudo do açougue, foi uma cara parecida dessas de quando a pessoa solta um peido sem querer com conhecidos por perto e acaba respirando fundo ou falando um assunto mega interessante pra roubar a cena do peido. Imperdível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois que minha estupefação passou, deu pra perceber! Sim, não foi brincadeira! O espírito do Family Guy tinha entrado nela. Ela se desconectou da realidade e perguntou ao entregador de pizza "Babiripupi??".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dias depois o vídeo ainda tem êxito. É tão bom que vou colocá-lo novamente, piripápi?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9f21790778b08114" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v1.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9f21790778b08114%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331418494%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2F1C6B731EC6C53A7E76EA2AAAACF8CFBCC03F5F.74D9E649A628D8A270ECB5A7B79B70A790264B1A%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9f21790778b08114%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DuE3z0iEuEvmqaidd5LrkXbCSSoM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v1.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9f21790778b08114%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331418494%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2F1C6B731EC6C53A7E76EA2AAAACF8CFBCC03F5F.74D9E649A628D8A270ECB5A7B79B70A790264B1A%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9f21790778b08114%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DuE3z0iEuEvmqaidd5LrkXbCSSoM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-7341854314570615497?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=9c6ffb0f1ccb7c13&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=9f21790778b08114&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/7341854314570615497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/06/ha-alguns-dias-atras-joa-recebeu-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7341854314570615497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7341854314570615497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/06/ha-alguns-dias-atras-joa-recebeu-um.html' title='Bápiripupi???'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-1951754317746969751</id><published>2009-06-29T03:36:00.001-03:00</published><updated>2010-05-11T20:11:46.619-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Paisagens</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SkleXp6bnwI/AAAAAAAAADc/2BBYOflnmOw/s1600-h/DSC02615.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352913392587480834" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SkleXp6bnwI/AAAAAAAAADc/2BBYOflnmOw/s200/DSC02615.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 150px; margin: 0 0 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Detesto descrições. Toda vez que um livro começa a eçadequeirosar, me canso, naturalmente. Esse detestar é daqueles sem culpa, quando a observação do ódio é posterior ao acontecimento, mero reconhecimento de fatos. Como os ódios dos quais se pensa que seriam amores, os mal-estares que nos enganam pela artificialidade de um raciocínio, pela ignorância de si mesmo ou pela futilidade do seu conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não detesto ver o que está descrito. Ao contrário, o ódio de ler as descrições vem da sutileza de que a descrição é, aos meus ouvidos, sempre imperfeita, quando sua intenção é ser descrição - mas o objeto descrito, se finalmente visualizado, é um ardor agradável. Meu ódio é por minha incompetência em interpretar, não é intrínseco ao fato da descrição. E daí se entende porque a conclusão vem apenas a posteriori.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que há de detestável, no entanto, nas paisagens é sua repetição, e não a falta de entendimento. O tédio de ver o sol todos os dias faz-nos esquecer o milagre diário que vem ocorrendo tão lentamente.  As descobertas científicas são meramente um modo inovador de experimentar o tédio: agora se sabe que suas explosões mastodônticas geram entrelaços que permitem átomos e células criarem pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que intriga não é o detestar desse fato constante. O implacável é o poder do tédio. É o como somos capazes de, sem misericórdia, absorver a trivialidade do cotidiano. Vozes, pedidos, olás, mortes, relâmpagos, compras e comidas passam a ser parte de uma complexa e tediosa rede de vicissitudes em inércia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A televisão, as muletas de linguagem, a música fácil, o futebol, o clima - céus, o clima. Desvios tontos do tédio, tentativas cheias de nada em não admitir que o fato presente é insuportavelmente chato. O tédio é mais presente na vida das pessoas que a raiva, a hipocrisia e o amor - verdadeiro ou de canções quaisquer. Talvez porque não faça mal imediato, consome-nos calmamente. Transforma-se, com a idade, em barriga e falta de coragem, tradição e baixa reflexão, regras e pouca inspiração, papel sem pensamento, poesia rápida e cheiro de perfume. O tédio não mata, o tédio não é urgente de cura, o tédio não estipula datas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As famílias e sociedades criam tantos parâmetros de convivência que, ao momento de um contato razoavelmente sincero um silêncio terrível toma posto. Os palavrões, os horários desconectados, a insensibilidade, a importância protocolar mais que a importância do coração. De que nos servem as linhas se nos falta alma?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas será tudo que aqui vai um simples devaneio romântico? Convém pensar e desejar um ao redor mais creativo em vez de sê-lo, simplesmente? Existem outros que são mesmos a todo instante? Não. Não existe. O tédio e sua percepção, o medo de que ele não possa ser completamente exorcizado é que o fazem surgir nas minhas descrições. O mundo, naturalmente, não pode ser responsável pela minha falta de heroísmo. Meu cansaço, que venha de minhas expectativas ou de minha genética, não tem nada a ver com o mecanismo do universo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há sim um cansaço em cumprir papéis, mas não é mais porque não suporto cumprir papéis. É porque os cumpria pensando que não havia alternativa. A alternativa é desabrochar com menos vergonha e mais autenticidade o ventríloquo. Deixar cair a dose do óbvio e da nobreza, e permitir que a fome gere caça útil e prazerosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma aparente contradição, mas suportar mais a própria impaciência (e não a dos outros) nos retira o suplício de entediar-se e de culpar-se entediando-se. Ao contrário do frio, a impaciência existe como coisa em si, e não como ausência simples de paciência. Cultivar a paciência não é suficiente. É preciso adestrar a impaciência, antes de descobrir que ela não existe.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-1951754317746969751?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/1951754317746969751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/06/paisagens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1951754317746969751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/1951754317746969751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/06/paisagens.html' title='Paisagens'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SkleXp6bnwI/AAAAAAAAADc/2BBYOflnmOw/s72-c/DSC02615.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-3884980174917356669</id><published>2009-06-28T18:40:00.002-03:00</published><updated>2010-05-11T20:44:49.440-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HaiKai'/><title type='text'>Haikus IX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu estava aqui&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;por favor&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;bem-vindo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;silêncio&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu quero&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;sumir&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;depois dos 20&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;cada 10 anos&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;são 2&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;louvado o haikai&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;que me cabe&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mais que a bíblia&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;meu eixo encantado&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tá torto&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;coitado&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;chega um cheiro&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e eu não sei&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;o que fazer&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;só ontem&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;d&lt;/span&gt;epois&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;de anteontem&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;silêncio&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu quero&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;sumir&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;saudades&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;do meu jardim&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;é esse&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;a poesia&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;não acaba&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;só começa&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;na mão&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;um piscar&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e um olho&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tem cheiro&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;como o teu&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;que cheira&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;a cheiro bom&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;toma esse pirulito&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e esse carro&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;se me devolve&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;fica com os dois&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;a mãe com 2 anos menos&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e que quem chora&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;é o menino&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;sem falta amanhã&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;espera&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;em vão&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tão pla&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;esse crates&lt;br /&gt;só&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;descarta rené&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;aqui não mede&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tó, ari, de longe&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;o sono avisa&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;pra parar&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;parei&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-3884980174917356669?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/3884980174917356669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/06/haikus-ix.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3884980174917356669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/3884980174917356669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/06/haikus-ix.html' title='Haikus IX'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-2478446708181041404</id><published>2009-04-25T13:31:00.002-03:00</published><updated>2010-05-11T20:03:14.038-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>As pupilas de mim</title><content type='html'>&lt;i&gt;(texto do livro Por Escribir, abril 2008)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos estão ardendo. Não é nenhuma salvação essa perdição de sempre. Quem é dor, que falando não passa a ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, não consigo entender nada do mundo. Parece que tudo que aprendo - e como aprendo, céus, todos os dias, mil e quinhentas coisas - tudo isso é meio superficial, meio questão de olhar e ver e pronto. Eu sou viciado em surtos de compreensão, em mega insights que explodem no dentro mais dentro que o dentro possível. E cadê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo não sei o que faço no mundo. De novo o quem sou eu me martela as falanges, só que agora dói de um jeito que os dedos não querem mais descrever a porrada. Nada dói no coração, é uma névoa de tédio filosófico, um respirar fumaça sem tossir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto imundo. Não de culpa, nem nada de sujo por pouco íntegro. É uma imundície inevitável, por ser gente, por ser humano. De já não sentir que nada do que digo possa ser levado a sério por mim. De que meu discurso já não sou eu (inclusive nesse exato momento). Falo as coisas e as sinto como verdade, mas uma análise simples me leva à contradição. Estou confuso e isso não me diz nada. E não há proclamação formal desse desastre entre alma e corpo. Não há consciência total desse absurdo desencontro. Não há concordância entre o que quero, entre o que quero querer, entre a minha opinião surpreendida e o meu falar agitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que foge de mim, foge como irrealidade. Eu me despercebo a cada minuto do meu existir, me entalo de guloseimas diárias sem saborear elixires. Não estou cansado, não estou triste, não tenho aborrecimento nem tédio, não estou com raiva, não me creio pouco capaz nem nada dessas coisas que quando as sentimos e dando nome a elas nos servem de referência para apontar uma possível solução. O que eu tenho é inação, paralisia, ré. E uma consciência terrível de que me vejo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um estado tão interior que seria ruim dizê-lo que é verdade. Está tão lá dentro que nem eu mesmo me sei no dia a dia. Nem quem me vê, nem quem se diverte comigo ou quem conversa comigo sobre mins. Nem meus companheiros esotéricos. É um cisto sebáceo de uma aura que inventei, que de tanto não existir acabou sendo real. E se escrevo isso agora, é pelo desespero de encontrar o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapinha nas costas, não é nada não. Mas esse bicho morto dentro de mim me incomoda. Escrever é como colocar o dedo na goela, pra vomitar essa bílis inútil nadificada pela minha incompetência em percebê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só quero poder escrever em paz. Deixem-me por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-2478446708181041404?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/2478446708181041404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/as-pupilas-de-mim-texto-do-livro-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2478446708181041404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2478446708181041404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/as-pupilas-de-mim-texto-do-livro-por.html' title='As pupilas de mim'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8924661135409264542</id><published>2009-04-06T17:14:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:07:46.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasto Mundo'/><title type='text'>A crisis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdwy-QrOgCI/AAAAAAAAABs/MvpVa2KAXRQ/s1600-h/Portrait+of+the+Artist+with+the+Idol.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdwy-QrOgCI/AAAAAAAAABs/MvpVa2KAXRQ/s200/Portrait+of+the+Artist+with+the+Idol.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322184904854634530" /&gt;&lt;/a&gt;Agora é a crise. O mundo respira a crise, a crise. Uma entidade apoplética, apoteótica, pneumática, a crise é quase um ser, um bumerangue vivo, um pulso latejante. As revistas já desenham a crise como um homem forte, gigante e musculoso, frequentemente com Obama ao lado em cara de derrota. Em alguns meses a crise será mais que um personagem, mais que viva: terá vida após a morte, lançará as consequencias de sua passagem por esse mundo e deixará rastros incontáveis, incomensuráveis. Algumas serão grávidas da crise, outras serão vítimas dela. Mas todos estamos e estaremos unidos por ela, esse elo mágico impronunciável e descrito singelamente: a crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em espanhol e em inglês é "crisis". Um charme especial, pelo menos esse ente em certa língua é plural. Deve-se a isso sua multifacetada capacidade de estragar as coisas - ou de deixar-nos mais fortes, como muitos têm que dizer, provavelmente dizendo a verdade. &lt;em&gt;La Crisis&lt;/em&gt;. Não soa uma palavra com mistério? &lt;em&gt;The Crisis&lt;/em&gt;. Me faz lembrar &lt;em&gt;Tetragramaton&lt;/em&gt;, que li num livro que se entitulava &lt;em&gt;A Biografia do Diabo&lt;/em&gt;, alguma coisa sobre o verdadeiro nome de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa esquizofrenia ainda vai demorar a parar, mas pelo menos escrivamos menos sobre o PIB e as exportações. A crise deveria ter vergonha, coisa tão chata e aporrinhante deveria sorrateiramente desaparecer. Cansou, vai. Umas 7 edições seguidas de The Economist falavam do mesmo tema, ou relacionado a isso de maneira bastante... óbvia. Nos EUA, até a pena de morte foi afetada pela crise. É muito caro discutir, julgar, preparar e matar um puto. Melhor economizemos. Os 14 estados que não praticam a tal atrocidade agora ganham respaldo financeiro (moral? ah, falamos disso depois). Um morto é mais caro que um vivo, ainda que seja um vivo pra sempre vivo, sustentado pelo Estado. Então deixémos-lo vivo. Diz-se que um caso sentenciado com pena de morte custa US$ 2M mais que um caso em que essa sentença seja outra. Então amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei de um cara culto e lido que foi realizada uma pesquisa com os que sofreram direta ou indiretamente os efeitos do 11 de setembro. Por algum motivo estranho, detectaram que aqueles que não mencionaram o assunto de maneira tão recorrente depois do fato bizarro, esses se recuperaram melhor que aqueles que tentaram a catarse. Talvez pudéssemos falar menos da crise. Talvez pudéssemos ligar menos pra ela. Em certa sabedoria se pode dizer que quando se coloca muito pensamento num algo esse algo se engigantece. Morgana sabe disso. Madoff sabe disso, como sabe. Essa vodka embriagou até mesmo o próprio golpe. Mal doff. Muito mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muita falação, mas quase nada criação. Li pouca coisa mais interessante que o Mangabeira comentando a falta de uma reformulação em todo o sistema financeiro. "O mundo está submetido ao jugo de uma falta de alternativas". A crise que é mais que financeira, as crisis cerebrais, intelectuais, do discurso cansado e da hora passada. Deveriamos reunir todos os desempregados. Aproveitamos essa mania que existe em dizer que artistas e desesperos e angústias andam de mãos dadas, e colocamos todo mundo junto a escrever, a cantar, a pintar, a apresentar. Não como os das ruas sãopaulinas e novaiorquinas e parisienses, porque esses nascem já esquecidos. Falo de mecenato, colocar dinheiro aí no meio da confusão que pelo menos valha a pena. O alívio artístico serve pra incentivar umas comprinhas, umas voltas de carro, ver a vagabundagem gerando construção. As pessoas ficam mais felizes e mudam sua expectativa. Como o mercado se baseia em expectativa e ninguém propôs uma mudança séria nos revestimentos de couro destas bolsas incendiárias, pode ser que resolva. E se não resolver, foi culpa da crise, ora pois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8924661135409264542?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8924661135409264542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/crisis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8924661135409264542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8924661135409264542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/crisis.html' title='A crisis'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdwy-QrOgCI/AAAAAAAAABs/MvpVa2KAXRQ/s72-c/Portrait+of+the+Artist+with+the+Idol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-2923512156749984978</id><published>2009-04-06T01:40:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T20:10:29.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-Retrato'/><title type='text'>Da Estética e da Leveza</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(texto de Alessandro Assis)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado muito, ultimamente, na estética e na leveza. Já a descrevi em algum canto digital o que é cada uma, de forma que não as definirei, senão parcialmente, por aqui. Apenas digo que a estética representa, em minha vida, esses momentos em que a delicadeza do observar se funde com a naturalidade do respirar, onde a palavra inspiração mais faz sentido - e talvez unicamente faça sentido aí - onde o gosto da expressão toma conta do corpo e da angústia dominada, e sopra nos punhos e no espírito o sabor de um ver especial e consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leveza é o amanhecer dessa noite bonita, amanhecer ensolarado sem chuvas, de uma noite anterior que não pode ser outra senão uma noite de brisas leves e estrelas abraçadas a luas. A leveza é o riso espontâneo e direto, o chiste mal calculado e ainda assim funcionado, o carpe diem em seu louvor existencial provocativo. A leveza é um manifesto em favor da ausência de mistério, é a apologia do momento sem pra quê. A leveza solta, ri, dança e perde sem perda, sem abandono, sem a menor gota de questionamento ou esperança. Um adeus fácil, objetivo, simples, a cada vivo momento da vida ou fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se flutua, é a leveza quem dá impulso. Quando se vê, é a estética quem goza. Quando há gritos que pedem liberdade, é a estética buscando estar fora dela. Quando há conversas individuais encasquetadas, é a voz da leveza pedindo que passemos o microfone à sua outra amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas co-habitam em mim como numa guerra impronunciável. Amassam a si mesmas, como a pedir sossego de suas manifestações. As duas gozam seus momentos e sempre têm crises de consciência e desejo de ceder à vez da outra. As duas não lutam por sobrevivência, lutam por transcendência. Nem uma nem outra se burla ou nega o caráter de qualquer uma delas. São pacíficas e vitais, boas e incompletas, parciais e justas. A leveza não provoca falsas evidências a enfear as coisas; ao contrário, as propõe e tenta ingenuamente ressaltá-las, sem muito êxito. A estética não sorri da ingenuidade da leveza, e sempre reconhece que, se estamos falando de felicidade, ainda que associada a menos sabedoria, a leveza tem colossal e perfeito mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas entidades vivas e perfeitamente classificáveis como contrárias. E, no entanto, que absurdo. Como negar-me ao óbvio de que não são contrárias, se as duas buscam-se uma à outra, permanentemente e sem cansaço? Como não ver que as duas são dóceis e frágeis, instintos mágicos de uma porta que não se fecha? Que seria mais natural que finalmente entendê-las como reconciliadoras que são de si mesmas, servindo-se à outra qual escudeiro a escudeiro, sem que nunca admita a vassalagem ou feudalidade do outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de mim, definitivamente. As duas, ainda que pedaços de mim, têm sua vida própria e sua independência cultural e social. São como células que respiram sem que eu ordene, com seus mutualismos, prófases e sinestesias, soltas em sua livre existência. Não são vírus porque são indiscutivelmente vivas, cada uma delas cheia e orgulhosa de si. A guerra entre as duas, no entanto, não é mais do que um erro de interpretação. Não surge do desentendimento nem do desacordo, mas da desorientação. A reflexão isolada em cada personagem, o mergulho cego a cada uma, faz pensar que há aí disputa. Sinais físicos, inclusive, denunciam tal fato, já que em estado de leveza quase nunca sou levado a escrever ou chorar. De forma que facilmente se entende que era uma briga entre foices e muros, entre teias de aranha e musgos, entre o mar e suas próprias ondas, entre a alma e o espírito. Não há luta nem há salvação. A luta já nem começou e a salvação nem precisa ser mencionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estética me traz o brilho da vida, da criatividade criadora, da arte e da emoção. É quem faz chorar e sentir, perceber e conceber. É de onde vem meu poeta que constrói satisfeito seu barco de mistérios, provocando-me e aos outros a saturação do ridículo e da irreflexão, da normalidade e da banalidade. É quem tudo pergunta e nada lança ao mar. É quem me faz sofrer e doer sem explicação, e que mantém o mistério para manterm-me a inspiração. É quem me desespera e me ilumina apenas depois de me desacreditar. É quem se insulta a si mesma a convidar a leveza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leveza vem sempre de mansinho, sempre sem saber se chega pra valer ou se se apresenta rapidamente para que a estética termine seu trabalho. Se acomoda fácil e encontra em ambientes novos e espontâneos seu terreno mais propício. Seduz pela calmaria e pela felicidade algo fútil. É quem me mostra quão ágil e supreendente posso ser. É quem atrai mais vivamente as mulheres - e com as quais realiza sonhos tolos e necessários. É quem torce pelo gesto hábil e rápido e desdenha sem desprezo a infelicidade, não importando suas origens. É quem bebe o vinho antes de mim, e ainda que não sinta gosto, embriaga-se de propósito, pelo simples nascer de um bebum. É quem faz chover sem saber como, é quem usa a racionalidade para decidir seguramente o melhor. É quem me tapa o coração em nome da dança e da poesia de botequim. É quem se afasta, assim despercebida como chegou, a permitir a eterno retorno da estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais científica é a que mais age pela emoção. A que mais controla e mais filosofa, é a menos racional. A que mais ri de si mesma, é a mais pragmática. A que menos conhecimento tem do mundo e de si, é a que mais cérebro possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda contradição revela essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro Aloise de Assis&lt;br /&gt;Cartagena de Indias, 21 de maio de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-2923512156749984978?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/2923512156749984978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/da-estetica-e-da-leveza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2923512156749984978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/2923512156749984978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/da-estetica-e-da-leveza.html' title='Da Estética e da Leveza'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-4180089985816010339</id><published>2009-04-02T01:29:00.001-03:00</published><updated>2010-05-11T19:39:44.211-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrever'/><title type='text'>De uma caminhada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdw4_C7MUMI/AAAAAAAAACU/5Od1HVmgYNE/s1600-h/Mulher+caminhando.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322191515413139650" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdw4_C7MUMI/AAAAAAAAACU/5Od1HVmgYNE/s200/Mulher+caminhando.JPG" style="cursor: hand; float: right; height: 200px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 180px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sempre soube do poder de uma caminhada. Esse andar por aí, com rumo ou sem rumo, sempre tem rumo. Arrumar. Não é propriamente resolver, porque isso exige ação, e caminhar arruma só quando é destituído de ação. É ir, como o rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar pra mim é mais poderoso que ouvir música. Talvez mais poderoso que a leitura, porque essa exige minha atenção, minha concentra-ação. Caminhar não me exige nada. Basta ter pernas. Quando começo, sem que tome qualquer iniciativa, o rumo vem. Os passos, o ritmo, a naturalidade, o não estar em nenhuma parte, tudo é pró. Caminhar é descobrir, é desatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil caminhar, não exige esforço intelectual colocar os pés e pernas em movimento. A vida deixou isso fácil. E enquanto disfarçados de rio, se iluminam passos do viver. A aurora de eus se mostra poucamente, como o dia que também desanoitece devagar, sabendo que estará claro. A mescla de surgimento e consciência produz percepções de essência, faíscas de compreensão, flashes de insights. Muitas vezes caminhando surrei sentimentos. Muitas vezes caminhando abandonei bobagens (essas quase nunca existem). Caminhando foi que comecei a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os corações andam inquietos, mas acho que os pés têm mais coração que o contrário. As massagens cardíacas são feitas quando uma pessoa está morrendo. A massagem nos pés é quase uma elevação espiritual. O coração do prazer está nos pés. para muitos fãs do sexo estranho, beijar e lamber os pés é parte essencial do ritual de amor. Lavar os pés foi o ritual que Jesus utilizou para demonstrar coração. O pé nos leva, mas não leva apenas um, leva com o outro pé junto. Coração é um só. E talvez por isso a solidão venha acompanhada de vazio no peito, e não dor nos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas coisas curiosas em caminhar. Subir e descer escadas, por exemplo, não serve pra arrumar, porque aí o rumo já está dado. Acima ou abaixo. Caminhar tem que ser plano, porque se há morro o fácil vira fastídio, e se há descida o natural vira desejo de voar. Caminhar é no equilíbrio, no meio. Suave como o concerto para piano 21 do Mozart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante do caminhar é que é possível caminhar uma quantidade de tempo razoável ainda que alguma dor esteja presente. Um torcicolo, uma dor de cabeça, até mesmo a dor de um amor perdido são conciliáveis com o caminhar. Enquanto se caminha, é possível tanto ignorar a dor e pensar no rumo automático que as pernas realizam, como também é possível caminhar pensando precisamente no motivo da dor, ou percebendo-a em sua realidade, ou aprendendo-a em seus rebuscamentos, ou assustando-a com a pouca importância que ela tenha. Doer, enfim, não é um problema pra quem caminha. É, antes, seu combustível, ainda que não o único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o único porque caminhar com um alguém ao lado também é algo revelador. Nesse momento as possibilidades de conexão parecem aumentar. O fluxo dos pés e movimentos das mãos e da voz tentando acompanhar o cérebro e a alma fazem expor naquele que fala um lado solto. É como experimentar a liberdade no correr dos passos. Não há aborrecimento, não há medo de estupidezes, porque quando se caminha uma estupidez dita fica sempre para trás. Caminhando se descobre um amigo, que pode bem ser um amigo apenas nas horas do caminho. Mas caminhar enlaça mais que o álcool, mais que o jantar, mais que o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epifania do caminhar não é nada assustadora. Ela é calma, como a 21. Algumas vezes uma tristeza mais profunda ou uma alegria saltitante podem surgir como efeito de arrumações, mas continua-se o caminhar e o inferno se esfria, e o purgatório se ignora. Aliás, grande é o mérito das caminhadas, que te liberam a pensar inutilidades que podem se converter em poesia. Drummond muito possivelmente (que arrogância a minha) escrevia seus primeiros versos de qualquer poema na rua. Em casa era apenas uma revisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, caminhar também é ignorar o mundo ao redor. Quando caminho pareço não me importar absolutamente nada com qualquer pessoa na rua. Nem gosto de encontrar conhecidos, porque tenho que interromper o caminhar. Mas ao mesmo tempo, as coisas têm de estar ali. Aquele homem ridículo com o seu cachorro, o sorveteiro fazendo nada, as sacadas vazias das casas, tudo deve estar ali, precisamente para ser ignorado. É a paz de saber não que você não tem com o que se preocupar, mas que de que o que há de preocupante vai se resolver sem você. O mundo está sempre, quem deve não estar em certos momentos somos nós. E caminhar nos dá esse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar leva a fazer coisas que não se decidiu enquanto caminhava, mas que não seriam feitas se não fosse o caminhar. É um grau de liberdade dos mais limpos existentes: caminhar faz sem ter feito, recebe bem um agrado, mas não se choca com a ausência de agradecimento. Não se vangloria do que provoca, porque não provoca ação, mas rumo. E sabe que quem toma o rumo somos nós. Não há culpa nem inocentes. Não há mistérios nem ciúmes. Não há dívida nem apego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar é mais que voar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-4180089985816010339?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/4180089985816010339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/de-uma-caminhada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4180089985816010339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/4180089985816010339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/de-uma-caminhada.html' title='De uma caminhada'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdw4_C7MUMI/AAAAAAAAACU/5Od1HVmgYNE/s72-c/Mulher+caminhando.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-7015540795738001714</id><published>2009-04-02T01:20:00.001-03:00</published><updated>2009-08-17T20:06:45.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Pouco e Traz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdw1WgvHHlI/AAAAAAAAACM/Uz6toxllu50/s1600-h/Marilyn+Monroe.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdw1WgvHHlI/AAAAAAAAACM/Uz6toxllu50/s320/Marilyn+Monroe.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322187520506011218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;esse arde, essa brasa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;essa picadura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e o tiro no ombro&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;na talha, na forma&lt;br /&gt;do amor que desata&lt;br /&gt;a membrana da fuga&lt;br /&gt;da idéia da ciência&lt;br /&gt;da ioga que traz&lt;br /&gt;que desfaz&lt;br /&gt;que destroça&lt;br /&gt;o sorriso de ontem&lt;br /&gt;que cai lá na légua&lt;br /&gt;de mim que não sei&lt;br /&gt;juntar tais pedaços&lt;br /&gt;de ombro clavados&lt;br /&gt;na terra mimada&lt;br /&gt;do outro aleijado&lt;br /&gt;mal gosto achatado&lt;br /&gt;do gesto quebrado&lt;br /&gt;que ainda não posso&lt;br /&gt;não quero falhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me dá não tua mão&lt;br /&gt;que o fogo só tem&lt;br /&gt;em teu coração&lt;br /&gt;em mim não há pão&lt;br /&gt;não faz não ninguém&lt;br /&gt;que desse barulho&lt;br /&gt;sozinho sem vento&lt;br /&gt;sem choro de lenço&lt;br /&gt;sem nada no peito&lt;br /&gt;só eu que não foi&lt;br /&gt;por onde se entorta&lt;br /&gt;caminho da morte&lt;br /&gt;da vida de já&lt;br /&gt;que vai natureza&lt;br /&gt;que vai, vai passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;monta na alcova&lt;br /&gt;na obra do monstro&lt;br /&gt;poeta que chora&lt;br /&gt;no são do cabelo&lt;br /&gt;a gota cheirada&lt;br /&gt;de tão triste zelo&lt;br /&gt;que não serve nada&lt;br /&gt;mas ganha o escuro&lt;br /&gt;do dia te vejo&lt;br /&gt;mal sei que sossego&lt;br /&gt;quando chove fora&lt;br /&gt;desse meu jardim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saber que se hoje&lt;br /&gt;fugir é morrer&lt;br /&gt;covarde se fosse&lt;br /&gt;matar pra sofrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gente não cala&lt;br /&gt;se quer suprimir&lt;br /&gt;a língua do jeito&lt;br /&gt;da dó discernir&lt;br /&gt;se ela não fosse&lt;br /&gt;para mim tão só isso&lt;br /&gt;chegava prum lado&lt;br /&gt;matava o diabo&lt;br /&gt;por que que diabos&lt;br /&gt;tenho eu que odiar&lt;br /&gt;a fome de outrora&lt;br /&gt;que é fome de agora&lt;br /&gt;em talos mal feita&lt;br /&gt;em canga dançada&lt;br /&gt;no nome da fossa&lt;br /&gt;que suja não é&lt;br /&gt;que séria já cabe&lt;br /&gt;no espaço de mim&lt;br /&gt;na goma espanhola&lt;br /&gt;do meu manequim&lt;br /&gt;que só desfalece&lt;br /&gt;no quando essas pernas&lt;br /&gt;entram pela porta&lt;br /&gt;assim toda velha&lt;br /&gt;cansada de nada&lt;br /&gt;de invento chorada&lt;br /&gt;no rio que navega&lt;br /&gt;o barco da vida&lt;br /&gt;que a mim&lt;br /&gt;não faz&lt;br /&gt;sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-7015540795738001714?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/7015540795738001714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/pouco-e-traz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7015540795738001714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/7015540795738001714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/pouco-e-traz.html' title='Pouco e Traz'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/Sdw1WgvHHlI/AAAAAAAAACM/Uz6toxllu50/s72-c/Marilyn+Monroe.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5127685683877808051.post-8477728628116655041</id><published>2009-04-02T00:42:00.001-03:00</published><updated>2010-05-11T02:50:30.297-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrever'/><title type='text'>A Idéia vs A Escrita</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SdwwxdXMHaI/AAAAAAAAAA4/EBK8BNCedTc/s1600-h/Jean-Honor%C3%A9+Fragonard+-+La+lectrice.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322182485898698146" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SdwwxdXMHaI/AAAAAAAAAA4/EBK8BNCedTc/s200/Jean-Honor%C3%A9+Fragonard+-+La+lectrice.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 160px;" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre me incomodou. Pensou, pensei. Não é muito certo quem pensa e o passivo. Mas sem tocar nos ovos e galinhas, sensíveis e bizânticos, há que ver outras penas. E essa é metagargantística: caminho pelas ruas, brilho coração e alma-cérebro e escrevo; ou me sento, no balanço ansioso das pernas, como a passear pela mesa o que um professor queira ler, e esse brilho vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drummond tinha que dizer que passou tempos esperando poema que nunca veio... e que a poesia, inútil para poema, inundava a vida daquele momento. Sentou-se esperando idéia e fez explosão. Leminskis e Bashôs parece que passaram a vida caminhando com um bloquinho de notas ao lado, anotando patos, lagos, outonos, macios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia atrasada determina. A paciência encaixa. O espontâneo, vivo e senil, ágil e bonachão. O planejado e estudado, quieto e encaixado, pronto e sinuoso. Desde a China velha se fala de bolas com curvas que se enroscam umas nas outras. Vai que é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia aqui, que veio metade antes e metade em conversa sobre pássaros africanos, é escrever. E falar sobre escrever, e sobre impressões das coisas que naquele minuto valem a pena, nesse mundo de almas minúsculas. "Mundo injusto e legal", disse um companheiro, mais a esse mesmo mundo que a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo às vezes é pessoal, mas outrora é mistério. O aborrecimento e o tédio, normais ou pessoanos, são minha maior preocupação do hoje. Antes que me matem e antes que possa ser eu assassino, escrevo. Me salvo a mim sem querer matar. Mato, sem dar importância ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio nunca termina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5127685683877808051-8477728628116655041?l=bratusfacmali.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/feeds/8477728628116655041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/ideia-vs-escrita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8477728628116655041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5127685683877808051/posts/default/8477728628116655041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bratusfacmali.blogspot.com/2009/04/ideia-vs-escrita.html' title='A Idéia vs A Escrita'/><author><name>Bratusfac Mali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08707746489225328976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-fbCj0pSkr8A/TXxPjEysIqI/AAAAAAAABSY/xH1M53lPVMU/s220/O%2BBeijo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ait4tlkXoeI/SdwwxdXMHaI/AAAAAAAAAA4/EBK8BNCedTc/s72-c/Jean-Honor%C3%A9+Fragonard+-+La+lectrice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
